Supremo não julga caso Alexandre de Moraes e frustra o país
Depois de toda a expectativa gerada sobre a reunião do pleno do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira que definiria a situação do ministro Alexandre de Moraes, acusado de ilícitos no relacionamento pessoal e de sua família com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex- dono do Banco Master e que está preso por ordem judicial, nada ficou decidido. Os ministros defensores de Moraes – Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin – tomaram quase todo o tempo da reunião fazendo cansativas citações para evitar a votação e quando o placar chegou a 4 a 3 o ministro Flávio Dino pediu vistas do processo e tem um prazo de até 90 dias para devolvê-lo..
Além disso o que estava em pauta ainda não era a decisão sobre se Moraes poderia ser investigado mas uma proposta apresentada pelos mesmos ministros citados acima no sentido de que Moraes fosse julgado no mesmo dia do ministro André Mendonça, relator, por sorteio, do processo contra Moraes. Embora exista contra Alexandre de Moraes investigações da Polícia Federal apontando que sua esposa recebeu R$ 130 milhões do Banco Master por serviços advocatícios e cada um dos filhos do ministro um cartão de crédito com limite de R$ 300 mil do mesmo banco, esses ministros alegaram que Mendonça participava de um Instituto que teve ligações com uma das empresas beneficiadas pelo banco – o ministro já se afastou do instituto – deveria também ser investigado tanto quanto Moraes.
Agora a maior crise vivida pelo STF em toda a sua existência, que está causando perplexidade no país e, como citou o Ministério da Fazenda, provocando problemas na economia às vésperas de uma eleição presidencial, não tem prazo para ser resolvida. A sugestão do presidente do Supremo, Edson Fachin, diante do impasse foi de marcar o julgamento de Moraes para esta terça e o de Mendonça para o dia 23. Com a postergação causada pelo pedido de vista é impossível prevê quando e como isso vai terminar.
Redação Blog Dellas Foto: Rosinei Coutinho/STF
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