João Campos diz que faltam professores para alunos do Enem e secretário chama a denúncia de factóide

“Não está havendo falta de aulas” – diz o secretário de educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, sobre uma celeuma criada na campanha eleitoral esta semana quando o candidato a governador João Campos afirmou que centenas de alunos que se preparam para o ENEM na rede pública estadual estão sem aulas porque o Governo do Estado, segundo ele, não tomou providências antecipadas para substituir 1.500 professores temporários cujos contratos se encerraram em agosto.
Gilson Monteiro explicou que realmente 1.573 professores temporários tiveram seus contratos encerrados porque eles tinham sido assinados há 6 anos e a lei não permite mais renovação mas explicou que desses, 717 já foram substituídos e a secretaria fez um planejamento na rede escolar para que professores da própria rede substituíssem os demais.
“Se alguém me provar que tem aluno sem aula por falta e professor eu mesmo vou ao local verificar o que está acontecendo”- afirmou.
Ele disse que como os contratos terminaram em época eleitoral e o estado fez 24 chamadas antecipadas para fazer as substituições mas não houve resposta suficiente de professores interessados porque, por lei, os que ficam seis anos como temporários só podem voltar a assinar novos contratos após seis meses do encerramento dos antigos, não foi possível recrutar profissionais suficientes para atender a demanda.
– “ Fizemos um planejamento estratégico dentro da própria rede inclusive com equipes indo diretamente às unidades para que não haja prejuízo para os alunos.”- adiantou. Sobre a informação de Campos à respeito de prejuízos causados aos alunos que vão fazer o Enem, Gilson explicou que “os alunos do 9.o ano do ensino fundamental e 3.o ano do ensino médio tiveram prioridade total no planejamento. Os primeiros porque estão terminando um ciclo para iniciar outro e os demais exatamente por conta do ENEM.
Redação com assesspria Foto: divulgação
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