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Proprietários da Rua da Imperatriz apresentam propostas e buscam diálogo para revitalização da via

Associação reúne nove sugestões para contribuir com o poder público e estimular a ocupação, segurança e valorização de um dos endereços históricos do Recife

A tradicional Rua da Imperatriz Teresa Cristina, no Centro do Recife, pode ganhar novos caminhos para fortalecer sua ocupação e recuperar seu papel na dinâmica da cidade. A Associação dos Proprietários de Imóveis da Rua da Imperatriz (IMPERA) reuniu nove propostas para apresentar ao poder público e defende a construção de um diálogo permanente para discutir o futuro da via.

Conhecida por sua importância histórica e por ter sido, durante décadas, um dos principais endereços comerciais da capital pernambucana, a Rua da Imperatriz atualmente passa por um momento de transformação. A redução do movimento e o fechamento de alguns estabelecimentos convivem com um conjunto de imóveis históricos e com o potencial de retomada de atividades comerciais, culturais, turísticas e residenciais.

Entre as iniciativas já em andamento está um estudo vocacional da rua, realizado em parceria entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A partir desse diagnóstico, a associação sugere que sejam avaliadas medidas como a ampliação da circulação de veículos leves em toda a extensão da rua, incentivos para recuperação e ocupação dos imóveis, revisão de mecanismos tributários, reforço da segurança pública, melhoria da iluminação e limpeza urbana, organização da fiação aérea e valorização do patrimônio histórico.

A entidade também defende a criação de estímulos urbanísticos capazes de atrair novos investimentos e equipamentos públicos e privados para a região. A avaliação dos proprietários é que a presença de novas atividades pode contribuir para aumentar a circulação de pessoas e fortalecer a rua como parte da dinâmica do Centro do Recife.

A segurança é outro ponto considerado prioritário. O proprietário Ruben Correa, que possui um imóvel na Rua da Imperatriz, conta que o edifício, pertencente à sua família há gerações, está fechado há cerca de dez anos após o encerramento de um ponto comercial que funcionava no local.

“Meu prédio é o segundo da rua, veio da minha bisavó e está fechado há 10 anos após um comércio sair. Roubaram toda a fiação elétrica de cima, janelas e componentes do prédio. Além disso, tem pelo menos quatro prédios da rua que estão invadidos. Já denunciei.”

Para a Impera, situações como essa reforçam a importância de criar condições para que os imóveis possam ser ocupados e mantidos, contribuindo também para uma maior circulação de pessoas e para a segurança da própria região.

Além das questões relacionadas à segurança e à ocupação, os proprietários defendem ações de conservação urbana, como melhoria da iluminação, limpeza, manutenção dos espaços públicos e recuperação das fachadas. A associação também destaca a importância de preservar as características históricas da rua, que possui imóveis e elementos arquitetônicos relevantes para a memória do Recife.

A Impera deseja apresentar formalmente as propostas aos órgãos públicos responsáveis e buscar uma agenda de diálogo para discutir as possibilidades de revitalização da Rua da Imperatriz. Para a associação, a recuperação da via deve ser construída de maneira conjunta, envolvendo proprietários, comerciantes, moradores, poder público e demais atores que fazem parte da região.

Redação com assessoria Foto: divulgação

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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