Profusão de nomes para o Senado na centro-direita é desafio para 2º escolhido por Raquel

O mesmo problema que a esquerda vem enfrentando depois que o deputado federal Túlio Gadelha aceitou o convite para ocupar uma das vagas para o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra – a existência de três concorrentes no mesmo campo que são Humberto, Marília e o próprio Túlio – a centro-direita está vivenciando neste momento, o que pode respingar sobre o segundo nome da chapa da governadora. Além de Eduardo da Fonte, Miguel Coelho e Fernando Dueire, um dos quais vai ser escolhido para completar o time raquelista – este blog apurou que não há ainda nenhuma definição sobre o assunto – mais dois nomes já estão certos para lutar por votos entre os conservadores : o pré-candidato ao Senado pelo PL, Sílvio Nascimento e o candidato do Novo, já homologado em convenção, Carlos Sant’Anna.
A existência da candidatura de Túlio Gadelha, que defende e apoia o presidente Lula no palanque de Raquel, vai limitar os votos de Marília e Humberto que poderiam correr sozinhos se Túlio não os atrapalhasse. Da mesma forma, o segundo senador da governadora vai precisar trabalhar pelo mesmo público também visado por Silvio Nascimento, um bolsonarista raiz, e pelo advogado Carlos Sant’Anna que tem como candidato a presidente o ex-governador mineiro, Romeu Zema, e boa penetração na classe média. Existem candidatos ao Senado em partidos menores de esquerda como é o caso de Paulo Rubem, da Federação PSOL/REDE, que tem Ivan Moraes como candidato a governador mas ainda não se sabe se partidos nanicos de esquerda radical vão lançar nomes para o Senado.
Como a possibilidade é de que os dois senadores eleitos saiam das chapas de João Campos e Raquel Lyra a luta nesses dois palanques vai ser maior e mais ferrenha e a existência de concorrentes é sempre uma ameaça aos pretendentes. Como o eleitor pode votar em dois nomes, pois há duas vagas para o Senado, os bolsonaristas, por exemplo, podem votar em Sílvio Nascimento em primeiro lugar e em segundo lugar no candidato da centro-direita da chapa de Raquel. Já os lulistas podem votar em Humberto da chapa de João e em Túlio que está na chapa de Raquel. O mesmo pode acontecer entre os que escolherem Marília e Túlio. Assim como a esquerda, a direita também vai assistir a fragmentação de votos mas bem menor pois entre os quatro principais candidatos ela só vai ter um nome para escolher.
Ataques a Túlio
Não tem sido à-toa os ataques à candidatura de Túlio Gadelha feitos nos últimos dias pela senadora Teresa Leitão. Sentindo a penetração dele no campo lulista, o que subtrairá votos de Humberto e de Marilia, Teresa tem dito que Túlio não recebeu e nem vai receber apoio do presidente Lula. Túlio sempre votou na Câmara Federal com a base governista e em todos os pronunciamentos que faz defende o presidente e o seu Governo. Ele iniciou sua vida pública no PDT, partido que até hoje acompanha o presidente Lula. Depois passou pela Rede, que também é de esquerda e agora está no PSD a convite da governadora.
Teresa vai onde Humberto e Marília não conseguem
Neste momento não interessa a Humberto ou Marília, pessoalmente, criticar Túlio Gadelha. A explicação é simples: tanto um quanto o outro vão estar ao lado de Túlio em dobradinha entre os eleitores de esquerda. Atacá-lo seria uma forma de perder esse voto. Teresa então, como vinha prometendo, abriu sua caixa de ferramentas e não tem perdido oportunidade de fazê-lo. Da mesma forma ela tenta desconstruir o discurso dos dois palanques para Lula em Pernambuco interessada em reduzir a expressão dos votos Luquel, já presente nas redes sociais.

O novo nome para o Senado da governadora será definido esta sexta, com a volta de Eduardo da Fonte que estava em Brasília ?
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