João Campos critica Raquel, defende legado do PSB e aposta em parceria com Lula, na sabatina do SJCC

Candidato do PSB é o primeiro entrevistado das sabatinas do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) com os postulantes ao Governo do Estado
Por Pedro Beija do JC
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) fez críticas à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), defendeu o legado dos governos do PSB no Estado e apontou a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ampliar os investimentos em Pernambuco. O socialista abriu, nesta segunda-feira (17), a série de sabatinas do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC) com os candidatos ao Palácio do Campo das Princesas.
Durante a entrevista, João afirmou estar preparado para fazer “um governo muito melhor do que está sendo feito agora” e disse que Pernambuco perdeu competitividade em relação a estados vizinhos. Segundo o candidato, Paraíba, Bahia e Ceará têm apresentado desempenho superior ao pernambucano.
“A sensação que eu tenho é que se gasta muita energia com a política pequena, perseguindo adversário, brigando com os poderes, em vez de construir um cenário harmônico de crescimento, de uma força política do Estado”, afirmou, em crítica à atual gestão.
Questionado sobre a gestão do ex-governador Paulo Câmara, da qual foi chefe de gabinete, João disse estar “aqui para falar de futuro”, mas defendeu políticas implementadas durante os governos socialistas. Ao tratar da educação profissional, afirmou que, “se dependesse do atual governo, não existia escola técnica”, em referência à expansão da rede promovida nas gestões do PSB.
João também destacou a relação com Lula e afirmou que pretende utilizar a parceria com o Governo Federal para viabilizar obras e investimentos, citando a Transnordestina. Segundo ele, Pernambuco recebe cerca de R$ 2 bilhões adicionais por ano do governo federal.
“Pernambuco vai ser líder no Nordeste”, declarou.
Saúde
Na saúde, João defendeu tanto a construção de novos hospitais quanto a melhoria da estrutura das unidades existentes. Entre as propostas citadas estão hospitais regionais no Araripe e no Vale do São Francisco, além de um hospital metropolitano com 900 leitos.
A proposta, segundo o candidato, é reduzir os chamados vazios assistenciais e permitir que os pernambucanos estejam a até duas horas de distância de um hospital de grande porte.
Questionado sobre o fato de os quatro hospitais anunciados durante a campanha não aparecerem nominalmente em seu plano de governo, João respondeu que o documento apresentado pela candidatura reúne as diretrizes para uma eventual gestão.
O socialista também fez críticas às condições atuais da rede estadual. “No meu governo não vai ter teto caindo na cabeça das pessoas, rato passando, esgoto entre os corredores”, afirmou.
João ainda acusou o Governo do Estado de reduzir a participação da saúde no orçamento. “O governo do Estado decidiu retirar dinheiro da saúde. Quem paga essa conta é o povo”, disse.
Veja a sabatina
Redação com texto de Pedra Beija do JC Foto: reprodução
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