Pela primeira vez sem Marília, João Campos prestigia Álvaro Porto em cavalgada no agreste

Este domingo, o ex-prefeito João Campos compareceu à Cavalgada da Fogueira, em Quipapá, na companhia do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Álvaro Porto, e de sua família. Desta vez o evento não contou com a presença da candidata ao Senado, ex-deputada federal Marília Arraes, com a qual Álvaro e seu grupo romperam oficialmente na semana passada. Marília tinha estado até agora em todos os eventos nas bases de Álvaro e era muito festejada até que deixou de cumprir a promessa de indicar o ex-prefeito de Quipapá, Alvinho Porto, como seu suplente.
Ao lado de sua esposa, a deputada federal Tábata Amaral, João Campos participou de todo o percurso da cavalgada acompanhado de Gabriel Porto, filho de Álvaro e candidato a deputado federal, do próprio presidente da Alepe e de sua esposa, a prefeita de Canhotinho, Sandra Paes. “Estamos aqui em Quipapá para mais uma tradição ao lado de Tábata, Álvaro e Gabriel que é participar da Cavalgada da Fogueira. As cavalgadas são uma tradição muito forte aqui em Pernambuco e no Nordeste. Eu gosto muito porque lembro que aprendi a cavalgar com meu pai e com meu avô e hoje estou fazendo uma homenagem aos dois que estão lá no céu: meu avô Ciro e meu pai Eduardo”.
O embaralhamento na disputa pelo Senado pode levar João Campos a não ir a municípios acompanhado dos seus dois candidatos ao Senado ou na companhia de apenas um deles. Em Quipapá também não estava o senador Humberto Costa que, por ser Dia dos Pais, ficou no Recife, onde almoçou com os filhos e postou fotos na Internet. Já Marília, mesmo impedida de estar em Quipapá, acompanhou João junto com o vice Carlos Costa e o senador Humberto Costa no município de Panelas, também no agreste, onde tem o apoio do prefeito Ruben Lima, do PSB. No sábado, segundo sua assessoria, ela tinha recebido em Caruaru o apoio do prefeito de Correntes, Edmilson Bahia, do PT.
Não será surpresa se a governadora Raquel Lyra também precisar andar pelo interior acompanhada em alguns municípios de apenas um candidato ao Senado. No próprio agreste, prefeitos como os de Belo Jardim e de Bezerros estão apoiando Mendonça Filho para o Senado quando os candidatos da governadora, como ela própria ressaltou em mensagem esta semana, são Túlio Gadelha e Eduardo da Fonte. Em Caruaru, na terra de Raquel, o prefeito Rodrigo Pinheiro apoia Humberto e Túlio Gadelha.
O drama de cada um
Se é certo que a candidata ao Senado Marília Arraes perdeu o apoio do presidente da Alepe e de mais cinco prefeitos ligados a seu grupo, não será surpresa se os demais candidatos ao Senado passarem por problemas semelhantes. A campanha só está começando agora que a governadora Raquel Lyra fechou a sua chapa e muita coisa pode mudar. Com o peso da máquina e as obras e ações que espalhou por todos os municípios do estado, ela pode, como fez com Túlio Gadelha esta semana, levar prefeitos que já estavam comprometidos com outros candidatos a refluir. Isso sem contar com o que o eleitor da Região Metropolitana, onde os prefeitos não tem a mesma influência que os do interior, vai fazer na hora de votar. É pagar prá ver.
Salada mista
Um sinal do que está acontecendo pode ser visto em São José do Egito, no sertão do Pajeú onde a esquerda é muito influente. O ex-prefeito do município, Evandro Valadares, do PSB anunciou apoio ao candidato Mendonça Filho. Já o prefeito Fredon Brito, aliado da governadora anunciou apoio a Humberto Costa. Evandro disse que o seu segundo candidato ele vai definir com seu grupo político e afirmou que vai votar em Mendonça pelo que ele fez por São José como ministro da educação e deputado federal.

A pulverização do voto para o Senado no interior, terá influência na Região Metropolitana?
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