
Direita dividida é um obstáculo para candidatura ao Governo do Estado

Esta quinta-feira, o PL se reúne para discutir uma proposta majoritária para a eleição deste ano. Duas visões estarão sobre a mesa: o lançamento de uma candidatura ao Senado ou ao Governo do Estado. O objetivo é garantir um palanque para o candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro mas há muitos problemas pelo caminho para que essa etapa seja vencida sendo o mais forte a reação da direita a uma candidatura olímpica ao Governo que, na opinião de lideranças como o ex-ministro Gilson Machado, agora filiado ao Podemos, e o deputado federal Mendonça Filho, do próprio PL, só serviria para ajudar o PSB e o PT, prejudicando a governadora Raquel Lyra. Os dois inclusive já afirmaram que votarão em Raquel se essa for a proposta.
Em função disso há uma inclinação maior para o lançamento de um candidato ao Senado, função que estava destinada ao presidente estadual do partido, Anderson Ferreira, que desistiu da ideia e quer ser candidato a deputado federal. Outro nome é o próprio Mendonça Filho, mas ele encontrou resistência dentro de sua família. Além disso, tendo certa sua reeleição a deputado federal, Mendonça teria que concorrer ao Senado de forma avulsa, o que dificultaria ainda mais sua trajetória. A própria Marília Arraes, primeira colocada em todas as pesquisas, desistiu de sair sozinha em um pleito onde o normal é o candidato a governador eleger os dois senadores, caso vença o pleito com uma distância considerável do segundo colocado.Este ano o mundo político trabalha com a possibilidade de cada palanque eleger um senador caso o pleito termine com uma diferença pequena entre Raquel Lyra e João Campos.
O esvaziamento do PL nos últimos tempos trouxe outro problema a ser resolvido: a falta de nomes competitivos. Além de Gilson Machado que saiu da legenda quando tinha engatilhada sua pré-candidatura ao Senado alegando que não tinha ambiente no PL para permanecer – é notório o problema de relacionamento entre ele e Anderson – também não estão no partido nomes como a deputada federal Clarissa Tércio, filiada ao PP e o próprio deputado federal Pastor Eurico, que se filiou ao PSDB. Antes, portanto, de definir-se pelo cargo que pretende disputar a direita precisa identificar um nome que una os conservadores e que tenha a mínima visibilidade para formar um palanque e receber Flávio Bolsonaro quando ele vier a Pernambuco.
Dudu e Humberto no mesmo evento
Causou surpresa esta terça-feira a presença dos pré-candidatos ao Senado, Eduardo da Fonte e Humberto Costa em um mesmo evento no município de São Benedito do Sul. Os dois foram ao local entregar equipamentos adquiridos via emendas parlamentares. Humberto, do PT, é pré-candidato na chapa de João Campos e Eduardo da Fonte, da Federação União Progressista, na chapa da governadora Raquel Lyra. A assessoria de Humberto explicou que o senador estava na Mata Sul e foi a São Benedito porque tem o apoio do prefeito que também apoia Eduardo da Fonte. O ato deu margem a várias interpretações.
Chapa de João em Caruaru, Gravatá e Vitória
O pré-candidato a governador João Campos está visitando nesse São João os municípios de Caruaru, Gravatá e Vitória de Santo Antão na companhia de Carlos Costa, pré-candidato a vice, e dos pré-candidatos ao Senado Marília Arraes e Humberto Costa. Na visita ao Mercado de Gravatá o ex-prefeito teria sido hostilizado por militantes adversários, segundo imagens divulgadas pelas redes sociais.

Como vai mesmo terminar a luta da direita para erguer um palanque majoritário em Pernambuco?
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