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Câmara do Recife rejeita projeto de concessão de título de cidadão a Wagner Moura

Wagner Moura recebendo o Globo de Ouro

A ausência de grande parte da bancada governista na sessão plenária da Câmara de Vereadores do Recife esta segunda-feira levou a oposição, com sete vereadores presentes a derrotar projeto do vereador Carlos Muniz, do PSB, que concedia o título de cidadão recifense ao ator baiano Wagner Moura que disputou o Oscar de Melhor Ator em Hollywood este ano pela seu desempenho no filme “O Agente Secreto “, de Kleber Mendonça Filho,  rodado no Recife. Wagner ganhou o prêmio de Melhor Ator nos festival de Cannes e no Globo de Ouro e foi premiado em vários outros festivais. Foi ainda eleito como um das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026 pela Revista Time e estampou uma das capas da publicação.

Uma das vozes mais fortes contra a concessão do título ao ator foi do vereador Eduardo Moura, do Novo. “O que Wagner Moura fez pelo Recife? “- disse ele, acrescentando que O Agente Secreto não o qualificaria para receber a honraria. “Então vamos dar o título de cidadão recifense a todos  atores que fizeram filme no Recife?. Nós temos 37 vereadores nesta casa e estamos nos preocupando em conceder título de cidadão a ator? Deveria haver uma mudança no regimento para evitar certos tipos de ações totalmente politicas”- concluiu.

Mas o título só não passou –  teve 16 votos a favor e 7 contra – porque o regimento exige que a comenda tenha a aprovação de 3/5 dos 37  vereadores de mandato, ou seja 24 votos favoráveis. Pode ser que o vereador Carlos Muniz volte a apresentar o projeto mas aí precisa assegurar os votos necessários. Dificilmente se rejeita um título de cidadão, desde que o autor mobilize os colegas, muito menos para um ator que foi destaque nacional e internacional o mesmo acontecendo com o filme e a própria cidade do Recife que foi citada em todos os festivais importantes de 2026.

Redação Blog Deallas Foto: reprodução

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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Um comentário

  • Antônio Neto

    Num evidente exagero, o filme mostra o parque 13 de Maio como um prostíbulo a céu aberto. E o parque é uma espécie de quintal da Câmara dos Vereadores. Terá sido por isso que o título de cidadão foi rejeitado?

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