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Artesanato produzido por mulheres do sistema prisional vira lembrança no casamento de Juliette

artesanato julieteO trabalho de ressocialização desenvolvido no sistema prisional de Pernambuco ganhou um espaço especial em uma das celebrações mais comentadas do país. Durante o casamento da cantora Juliette com Kaique Cerveny realizado, no dia 29 de outubro, no Instituto Ricardo Brennand, no Recife, peças produzidas por mulheres participantes do projeto Ressignificarte foram entregues como lembranças aos cerca de 300 convidados.

Desenvolvido com a participação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap/PE), em parceria com a empresa Arte Pedras, o Ressignificarte nasceu há três anos na Penitenciária Feminina de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. A iniciativa começou com atividades de artesanato dentro da unidade prisional e, atualmente, também acompanha mulheres dos regimes aberto e semiaberto, ampliando as possibilidades de qualificação profissional e reinserção social.

A participação na cerimônia aconteceu dentro de uma proposta que valorizou as tradições da Paraíba e de Pernambuco. Com o conceito “céu à terra”, a decoração reuniu elementos naturais, como algodão, pedras e barro, além de peças artesanais e criações contemporâneas. Nesse cenário, as pedras produzidas pelas participantes do Ressignificarte foram personalizadas com os nomes dos convidados e integradas à experiência da celebração. As mulheres tiveram cerca de um mês para preparar as lembranças e também participaram da produção de itens para o menu do bar do evento.

Para a diretora Comercial e de Marketing da Arte Pedras, Taciana Saviano, o projeto representa uma oportunidade de olhar para cada mulher para além de sua trajetória no sistema prisional. A proposta, segundo ela, é oferecer acolhimento, trabalho e condições para que cada participante descubra novas habilidades e possibilidades de atuação.”Eu sempre digo que o mais importante é que elas sejam acolhidas e tenham uma oportunidade de trabalho. O importante era continuar fazendo parte do projeto, trabalhando, se desenvolvendo e tendo uma oportunidade de vida”, destaca.

Segundo a gestora da Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima, Elisangela Santana, promover o acesso ao trabalho, à qualificação e a novas experiências, contribui para que mulheres em processo de reinserção social possam reconhecer suas capacidades, construir autonomia e planejar outros futuros. “Através dessa porta aberta, as mulheres encontram a construção de novos caminhos, trazendo o resgate da dignidade dessas mulheres através de oportunidade de recomeço advindo do trabalho.”, destaca.

Foto: Projeto Ressignificarte

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