Túlio Gadêlha diz que Lula “não estava feliz” em vídeo de apoio a João Campos e defende palanque com Raquel Lyra

Pré-candidato ao Senado afirmou que presidente foi levado a gravar mensagem por acordos políticos e defendeu presença de Lula em palanques variados
Por Pedro Beija
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), pré-candidato ao Senado e aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), afirmou neste fim de semana que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não estava feliz” ao gravar o vídeo em que declara apoio ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB).
A declaração foi dada em meio à repercussão do vídeo divulgado por Lula, que reforçou apoio ao ex-prefeito do Recife na disputa estadual de 2026 e ampliou a disputa política em torno dos palanques do presidente no Estado.
“Eu vi aquele vídeo de Lula, e eu não queria nem comentar, porque minha voz está rouca. Mas eu quero dizer uma coisa a vocês: eu sou amigo de Lula, eu conheço ele. E quem conhece Lula um pouquinho sabe que ele não estava feliz quando ele gravou aquele vídeo”, afirmou Túlio, em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo o deputado, o presidente teria gravado a mensagem por razões de composição política.
“Ele precisou gravar aquele vídeo por conta desses acordos de aliança político-partidária”, disse.
A declaração ocorre após a divulgação do vídeo em que Lula manifesta apoio a João Campos, movimento que foi incorporado pela pré-campanha do PSB e intensificou a disputa por espaço político em torno da imagem do presidente em Pernambuco.
Túlio Gadêlha, que integra o campo político de Raquel Lyra, é tido como um candidato com potencial para abarcar eleitores lulistas para perto da governadora, defendendo que Raquel apoio do presidente e de membros do governo federal.
Críticas ao PSB e lembrança do período Dilma
Túlio Gadêlha também resgatou episódios do cenário político nacional envolvendo o PSB e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ao comentar a relação histórica entre Lula e diferentes partidos aliados.
“Eu estava com Lula quando ele foi preso. Acho que deviam ter no máximo cinco ou seis pernambucanos lá. Nenhum desses era do PSB. Muito pelo contrário, o PSB de Pernambuco saiu daqui pra Brasília pra afastar a presidente Dilma, pra colocar Temer no lugar dela. Eu lembro disso”, afirmou.
A fala amplia a tentativa do parlamentar de reposicionar a discussão sobre lealdades políticas no Estado, ao conectar o cenário atual com a crise institucional de 2016.
Defesa de Lula em palanques variados em Pernambuco
Apesar das críticas e da leitura sobre o vídeo, Túlio defendeu que o presidente Lula não esteja restrito a um único palanque em Pernambuco, citando diretamente a governadora Raquel Lyra como parte dessa estratégia, além de destacar o palanque do também pré-candidato ao Governo Ivan Moraes (PSOL).
“Estou muito tranquilo e eu defendo que o presidente Lula tenha o palanque de João, mas também tenha o palanque de Raquel, tenha o palanque de Ivan, porque a gente precisa dar ao presidente aqui em Pernambuco mais de 70% dos votos”, afirmou.
Para ele, a presença de Lula em diferentes campos políticos seria uma estratégia para ampliar sua votação no Estado.
“E para isso, precisamos ter o presidente em todos esses palanques”, completou.
Redação com texto compartilhado do JC em 22/06/2026 Foto: Câmara dos Deputados
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