Pernambuco quer manter em 2027 mesmo ritmo de crescimento de 2026

Estado pode ficar entre os três com maior crescimento econômico do Brasil neste ano, com projeção de alta de 4% a 5% até o mês de dezembro
por TEREZINHA NUNES
“Pernambuco vai viver os melhores quatro anos de sua história” repetiu, à exaustão, a governadora Raquel Lyra em sua campanha à reeleição buscando animar a população nos momentos finais da caminhada quando as pesquisas registravam um inquietante empate técnico entre ela e seu adversário, o ex-prefeito João Campos, até então campeão de popularidade no Recife.
O estado está terminando o ano de 2026 com a possibilidade de figurar entre os três estados de maior crescimento no país. A projeção é de que a economia cresça até o final de dezembro entre 4 a 5%. “Não me admiro se formos o primeiro mas, sem dúvida, estaremos entre os três que mais vão crescer”- afirma o secretário de planejamento Fabrício Marques.
2027 amedronta?
E como será 2027, ano que deve começar com cenário de dificuldades econômicas no país que precisa reduzir o déficit fiscal e cortar investimentos? Fabrício repete sem pestanejar: “Vamos crescer no próximo ano no mesmo patamar deste ano”- e aponta alguns motivos para justificar seu otimismo.
Diz que o investimento público acompanhará o mesmo patamar de 2026 no valor de R$ 6 bilhões garantidos por recursos próprios, pelos R$ 1,9 bi que virão do empréstimo aprovado esta semana pela Assembleia e dos recursos da outorga da Compesa como muitas obras de abastecimento d’água e saneamento no estado e nos municípios.
Ele diz que todas as obras em execução no estado já estão com recursos garantidos e não haverá atropelos. “Creches, estradas, o 1.o trecho do Arco Metropolitano, recuperação e construção de hospitais e escolas, casas populares cozinhas comunitárias, etc – diz ele – estão com recursos garantidos pois na atual gestão nenhuma obra é contratada sem que os recursos estejam em caixa para pagamento”.
Efeito do ajuste fiscal
Indagado se o problema econômico nacional afetará Pernambuco ele afirma pode atingir alguns setores econômicos mas não os investimentos já projetados.“Não acho que teremos um ajuste fiscal drástico pois esse não parece ser o interesse do Governo Federal mas se isso por ventura vier a ocorrer as consequências só serão sentidas em 2028. Mas estou otimista considerando o nível de crescimento que Pernambuco está experimentando além de estar fazendo seu dever de casa”.
Na sua visão “um estado que teve o maior crescimento da renda familiar per capita do país de 2023 a 2025 e deverá repetir isso nos próximos quatro anos; que reduziu pela metade o nível de desemprego; que é líder no Nordeste na geração de emprego com carteira assinada; que aumentou de 80 mil para 120 mil as pessoas empregadas na construção civil; que tem aumentado o crescimento do varejo e da indústria de transformação, entre outros, continuará crescendo bem, não tenho dúvida”.
Ele diz que isso já está sendo feito mas acrescenta: “a governadora tem grande capacidade de ir em busca de investimentos federais e privados e vai continuar nesse ritmo”. Ele acha que “mesmo que surjam dificuldades maiores para conseguir recursos federais ela vai encontrar uma forma de assegurá-los para as obras mais importantes.
O Trecho do Arco Metropolitano que o Governo Federal ficou de fazer – o outro o estado já está construindo – é um desses casos, assim como a obra da Transnordestina que é federal.
“Pernambuco estava com nível de desemprego de 14% em janeiro de 2023 e fechou o último trimestre com 7%, e registra o menor número de homicídios de sua história muito se avançou e não há como parar. Agora é seguir em frente para vivenciar os melhores quatro anos da história de Pernambuco”- conclui ele repetindo a promessa feita por Raquel. A ver.
Redação com texto de Terezinha Nunes especial para o JC Foto: Bruno Campos JC imagem/reprodução
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