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Oposição cochila na Comissão de Finanças e governistas restabelecem direito da governadora de remanejar 20% do orçamento.

Reunião da comissão de Finanças

 No jargão parlamentar é conhecida a expressão que dá nome a manobras feitas pela Câmara de Deputados quando insere em um projeto de lei emendas não previstas que acabam aprovadas sem que ninguém perceba: chama-se “jabuti”, ou seja, não se sabe porque está alí mas foi alguém que colocou. Isso costuma dá certo porque poucos deputados leem tudo que está escrito e a matéria depois de aprovada vira voto vencido e não pode ser modificada.

 A Assembleia Legislativa vive momento semelhante. A Comissão de Finanças aprovou na reunião desta quarta-feira, por unanimidade, projeto da governadora que abre crédito suplementar de R$ 155 milhões para o Tribunal de Justiça no qual foi inserida emenda do relator, deputado João de Nadegi (PV), restabelecendo o direito da governadora de remanejar até 20% do orçamento estadual. Com ampla maioria na reunião onde estavam presentes quatro membros da bancada do Governo e apenas dois da oposição, o projeto foi aprovado sem contestação.

 Só no final da tarde da quarta-feira os deputados de oposição ficaram sabendo que haviam dado quórum para o restabelecimento dos 20% quando em projeto anterior da LOA tinham aprovado 10% . Um deles, o deputado Alberto Feitosa(PL) que participou da reunião junto com Diogo Moraes(PSB) está solicitando a anulação da nova deliberação da comissão o que é contestado pelos deputados governistas. O presidente do colegiado, deputado Antonio Coelho, sustenta que a emenda é pertinente pois a deliberação sobre os 10% foi suspensa pela Justiça, cabendo à comissão propor um novo percentual.

Projeto extra-pauta

Ouvido por este blog, Feitosa informou que o projeto do judiciário foi colocado extra-pauta e a  matéria não foi explicitada para os presentes. Já a deputada Débora Almeida, líder do PSD,  que, ao lado dos governistas Joãozinho Tenório, João de Nadegi e do presidente Antonio Coelho participou da reunião,  afirmou que a contestação não é devida uma vez que o deputado relator pode apresentar emendas em seu relatório e explicou que caberia aos dois deputados de oposição solicitar a leitura do mesmo, o que não foi feito. “ Eles reclamam sem razão porque estavam em minoria e perderiam na votação de todo jeito”.

  Esta quinta-feira, a governadora Raquel Lyra deu entrevista solicitando que o plenário da Alepe delibere na próxima semana sobre a decisão tomada pela Comissão de Finanças, o que caberia com imbróglio em que se encontra a LOA, impedindo que o Governo possa trabalhar com o Orçamento de 2026. Esta quinta-feira alegando problemas técnicos a mesa diretora da Alepe suspendeu a reunião plenária do dia o que foi tido pelos governistas como uma forma de evitar a apreciação do veredicto da comissão. Agora o plenário só volta a se reunir na quarta-feira pois o expediente da segunda não vai acontecer em função do feriado de Tiradentes, na terça.

Redação Blogdellas Foto: reprodução

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