O Oscar é pop. É glamour. E as vezes constrangedor
O assunto se tornou o mais comentado da noite do Oscar. Vejamos: A americana Jada Pinkett Smith, de 50 anos, compartilhou nas redes sociais sua difícil jornada, durante meses. Ela sofre de alopecia que causa queda de cabelo.
Até virar piada, pelo comediante Chris Rock – apresentador do Oscar, neste último domingo que foi esmurrado pelo marido da atriz, Will Smith- Jada ostentava sua carequinha como uma das mulheres mais elegantes, elogiadas na internet, pelo visual deslumbrante que chegou à festa. Bela e bem vestida. Ela acompanhava o marido, indicado a melhor ator do ano, o que acabou acontecendo pelo filme “King Richard” (o pai das irmãs Williams, jogadoras de tênis).
O humorista comparou Jada Smith que sofre de alopecia com protagonista de filme que tem os cabelos raspados. Desnecessário. Desagradável. Constrangedor. Para quem viveu e quem assistiu presencial ou mundialmente pela TV. Para todos, não? Falo da piada, da situação criada. Da exposição da atriz e da sua dor com uma doença que mexe com a estima de qualquer mulher.
Não precisamos discutir, analisar se vivemos censura ao humor. Liberdade de expressão. O teor da piada. Sobre a necessidade do murro. Se o casal estava nos holofotes do dia e assim exposto ao ocorrido. Mas prezarmos pelo bom senso. Vivemos novos tempos em que o cuidado com o outro é cada vez mais exigido. É sempre bem-vindo. É um ato político. Pregamos isso o tempo inteiro e a pandemia veio dar mais visibilidade a essa prática. Assim sendo, aquela história de “perder um amigo, mas não perder a piada”, deve ser ponto revisto. Em alguns momentos dessa nossa vidinha curta, boba e de propósitos duvidosos, bom lembrar que existem situações em que “menos é menos mesmo”. Inclusive em noite de Oscar.
O que Will Smith mostrou ao mundo é que nem a promessa de abocanhar a mais cobiçada estatueta do cinema na noite em questão , permitiria sua omissão diante do desagrado em pauta. Seja no Oscar ou na mesinha do bar.
Que arte sem posição é arte vazia.
Sobre a alopecia:
Muitos não sabem, mas a alopecia é uma doença inflamatória que provoca a queda dos fios.
Existem dois tipos diferentes deste mal: A alopecia areata e a alopecia androgenética. No caso de Jada, ela enfrenta o primeiro tipo, que é causado por uma doença autoimune. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 2% da população mundial é acometida por esse tipo da condição. Em mulheres, a perda dos cabelos acontece principalmente no centro da cabeça. O grau da alopecia varia de acordo com cada pessoa, podendo causar ainda a eliminação dos pelos de todo o corpo – quando de casos mais graves.
O segundo tipo de alopecia trata de uma forma de queda de cabelo geneticamente determinada. A doença se desenvolve desde a adolescência, quando o estímulo hormonal aparece e faz com que, em cada ciclo do cabelo, os fios venham progressivamente mais finos. O afinamento e a queda de placas de cabelo são os sintomas mais comuns da alopecia. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos também podem desencadear ou agravar o a condição.
A doença não tem cura. Mas é possível fazer tratamentos orientados pelo dermatologista para amenizar períodos em que a perda de pelos e cabelo se manifesta de forma mais intensa.
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