Na luta por 2026, João Campos vai a Brasília para voltar no avião de Lula e Raquel faz aniversário exaltando o presidente
– “Eleição é no ano que vem mas a disputa é nas urnas. Agora é hora de cuidar do povo, de fazer Pernambuco e o Brasil crescerem” – afirmou a governadora Raquel Lyra em discurso que fez na tarde desta terça-feira em Ipojuca, no evento de celebração do início das obras de ampliação da Refinaria Abreu e Lima, que deve empregar 15 mil pessoas. O recado, para quem o ouviu, teve o objetivo direto de responder ao seu provável adversário, o prefeito do Recife, João Campos, que administra a capital mas não só esteve na Refinaria como fez questão de viajar a Brasília para voltar com Lula no avião presidencial, surpreendendo a governadora que esperava a comitiva acompanhada de lideranças petistas como os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão e o deputado estadual João Paulo Silva.
Com a agenda marcada para o dia do aniversário da governadora, providência do ministro da casa civil, Rui Costa, a previsão era de que as atenções do dia estivessem voltadas para Lula e para Raquel. Os dois sentaram juntos, o prefeito ficou mais distante, depois do próprio Rui Costa e da senadora Teresa Leitão, mas talvez pela presença dos dois postulantes, o presidente, ao contrário do que costuma fazer quando vem a Pernambuco estava mais contido, embora tenha se levantado para erguer com ela a bandeira de Pernambuco.
Mas Raquel não deixou a peteca cair. “Hoje é meu aniversário e vim celebrar com o Senhor”- afirmou ela logo no início do seu discurso, arrancando aplausos do presidente, das demais autoridades, assim como da plateia que ainda começou a entoar um “parabéns pra você”. Ela citou os progressos de Pernambuco depois que assumiu dizendo que o estado é hoje o que mais emprega no Nordeste, ultrapassando o Ceará e a Bahia, os grandes investimentos que estão sendo feitos em todas as áreas citando sobretudo a área social com creches em construção, o mães de Pernambuco e 1 milhões de refeições servidas nas cozinhas comunitárias.
A governadora não só citou a Refinaria e a barragem de Panelas II que seria inaugurada, para exaltar a volta de Lula à presidência e o que isso representou para Pernambuco. Lembrou, sem se referir a ninguém, as críticas que faz ao PSB afirmando que encontrou não só a refinaria pela metade, as barragens da Mata Sul com obras paradas por dez anos e mais 400 obras inacabadas. E concluiu: “No tempo de Deus, ele permitiu que aqui estivéssemos presente, eu e o senhor, podendo trabalhar juntos por esse povo, gerando oportunidades e esperança.
O prefeito que, como é de praxe, falou bem antes da governadora, disse que “Pernambuco é um antes e outro depois de Lula” e que o presidente precisava voltar ao poder “para reafirmar que o Nordeste não é um problema mas uma solução para o Brasil”. Falou ainda do pai Eduardo Campos. Disse que a Refinaria só foi possível “porque o presidente era um nordestino pernambucano”. E concluiu “crescei vendo meu pai participar dessas obras e sei o quanto isso parecia improvável para quem torcia contra” e fez um link com o Recife afirmando que a Refinaria impacta bastante a capital do estado.
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