Menino mordido por tubarão em Piedade tem perna amputada, confirma Hospital da Restauração

Hospital da Restauração, no Derby, Centro do Recife
Vítima de 11 anos sofreu choque hemorrágico e está na UTI pediátrica; direção da unidade médica faz apelo por doação de sangue dos tipos A- e O-
Por Maria Clara Trajano do JC.
O menino de 11 anos que foi mordido por um tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no último domingo (31), precisou ter a perna esquerda amputada, confirma o Hospital da Restauração (HR).
A criança encontra-se intubada e sob ventilação mecânica na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica da unidade. De acordo com o diretor-geral do hospital, Petrus Andrade Lima, o estado de saúde do paciente é considerado grave, porém estável.
Estado de saúde
Segundo o médico, a amputação foi necessária devido à gravidade das lesões, que atingiram grandes veias e removeram a musculatura do membro inferior, causando um choque hemorrágico de nível quatro, emergência médica caracterizada pela perda de mais de 40% do volume total de sangue do corpo. Segundo o médico, no momento da mordedura, o garoto perdeu praticamente todo o sangue do corpo.
“A ferida na perna esquerda, na verdade foi na coxa e na nádega, foi uma ferida muito extensa e, por conta disso, houve a necessidade de amputação do membro. Na mão, houve uma fratura dos ossos que foi tratada cirurgicamente”, detalhou Petrus Andrade Lima.
O diretor confirmou que a parada prévia no Hospital da Aeronáutica, realizada pelo Samu para garantir uma hemotransfusão de emergência, foi fundamental para manter a vítima viva até a chegada ao HR. O foco da equipe médica agora é o combate a possíveis infecções causadas pelo contato com o animal marinho.
“A gente sabe que a parte mais grave da hemorragia foi resolvida, mas a partir de agora nós temos feridas extensas decorrentes da mordedura de um animal, então a chance de infecção existe. Estamos atuando nisso para evitar que infecte, mas é muito cedo para a gente discorrer a respeito da recuperação e da alta”, explicou o diretor.
Ele também pontuou que o paciente não está em coma induzido, mas sedado para suportar a ventilação mecânica.
Apelo por doação de sangue
Devido à hemorragia grave, o paciente precisou receber transfusões e ainda pode demandar mais hemocomponentes. O diretor-geral do HR fez um apelo público para reforçar os estoques de sangue negativo, especialmente dos tipos A- (o mesmo do paciente) e O-.
“Ele tomou bastante sangue, mas como o tipo sanguíneo dele é A negativo, que é incomum nos nossos bancos de sangue, estamos fazendo um apelo à população pernambucana. Precisamos que os doadores de sangue negativo compareçam ao Hemope ou ao Pró-Cape para realizar a doação”, solicitou o médico.
O hospital reforça que doações de tipos sanguíneos com fator Rh positivo também são válidas para manter os estoques gerais da rede estadual.
Redação com texto de Maria Clara Trajano, compartilhado do JC em 01/06/2026 Foto: Hesíodo Góes/Secom
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