João Campos rebate acusação de ‘fura-fila’ e justifica aditivos em obras do Recife

Candidato do PSB afirmou que disputa sobre vaga para PCD está na Justiça e justificou aumento de custos na obra da orla de Boa Viagem
Por Ryann Albuquerque do JC
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) rebateu, nesta segunda-feira (14), durante entrevista à TV Globo, a acusação de “fura-fila” feita pela adversária Raquel Lyra (PSD) e defendeu medidas adotadas durante sua gestão à frente da Prefeitura do Recife.O socialista falou sobre o concurso para procurador do município, aditivos em obras, saúde, concessão da Compesa, impostos, segurança e mudanças climáticas.
A entrevista integra a série realizada pela emissora com os candidatos ao Governo de Pernambuco. Raquel será entrevistada nesta terça-feira (15), enquanto os demais concorrentes participarão de entrevistas gravadas na quarta-feira (16).
Concurso público
Questionado sobre o concurso da Procuradoria do Recife, João afirmou que a disputa envolvendo uma vaga reservada a pessoa com deficiência está na Justiça.
Segundo ele, o processo envolveu dois candidatos com deficiência, um físico e outro intelectual, e passou por um recurso administrativo antes de chegar ao Judiciário. “Não existe nenhum filho de juiz trabalhando na Procuradoria do Recife ou que tenha trabalhado”, afirmou.
João também disse que a condição relacionada à deficiência intelectual já existia antes da realização do concurso, embora a documentação tenha sido apresentada posteriormente.
Ele afirmou que recursos administrativos são procedimentos comuns e que, quando não há consenso, a questão deve ser analisada pela Justiça.
O episódio é explorado por Raquel Lyra com a expressão “fura-fila”, em referência à disputa pela vaga destinada a pessoa com deficiência.
João, por sua vez, utiliza contra a adversária o termo “fura-teto”, relacionado à remuneração que ela recebe como procuradora do Estado, superior ao salário de governadora.
Durante a entrevista, João afirmou ainda ter realizado mais de 12 mil nomeações por concursos durante os oito anos em que comandou a Prefeitura do Recife.
O candidato também disse que denúncias relacionadas ao concurso foram arquivadas pela Justiça e pelo Ministério Público.
Redação com texto de Ryann Albuquerque do JC Foto: reprodução
e-mail: redacao@blogdellas.com.br


