Grupamento de Salvamento expande capacidade operacional do Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), vinculado à Secretaria de Defesa Social (SDS), tem consolidado o Grupamento de Bombeiros de Salvamento (GBS) como uma das suas principais forças de resposta em situações críticas e de alto risco. Com sede em Abreu e Lima, o Grupamento reúne equipes especializadas em resgates, mergulhos e operações com cães de busca e tem sua atuação expandida para todo o território pernambucano.
Entre as principais atividades do GBS está o serviço de salvamento, dividido nas modalidades ‘terrestre’ e ‘em altura’. As equipes são acionadas em situações que envolvem tentativas de suicídio, resgate de trabalhadores em fachadas, vítimas presas em elevadores, animais em espaços confinados, casos de desabamento e deslizamento. “Cada ocorrência é uma vida, uma família e uma história que dependem da nossa ação. Nosso compromisso é técnico, mas também profundamente humano”, destacou o tenente Vítor Raposo, que atua no comando operacional do Grupamento. O setor mantém também pistas de treinamento que simulam ambientes reais de desabamento, lama e confinamento, garantindo que os militares estejam prontos para qualquer cenário, incluindo o socorro em estruturas colapsadas.
Outro pilar do GBS é o serviço de mergulho, responsável pela realização de buscas de vítimas de afogamento e de bens ligados a investigações da segurança pública. Por ser considerada uma atividade de risco elevado, apenas bombeiros militares que concluem o Curso de Mergulho Autônomo (CMAut) estão aptos a atuar nessas operações. De acordo com o 2º tenente BM, Bernardo Sampaio, responsável pela seção de mergulho de Caruaru, o treinamento oferecido pelo curso é voltado para ocorrências reais: técnicas de busca, orientação subaquática e decisão tática. “Em Pernambuco, lidamos com rios e mares com correntezas muito fortes e dinâmicas, bem como com açudes e barragens com pouca visibilidade submersa, o que exige precisão e trabalho de toda a equipe”, explicou.
Cães de busca e resgate
De acordo com o tenente Jeymesson Carias, o canil já participou de várias ocorrências importantes: “no desabamento do Edifício Beira Mar, em Olinda, os nossos cães encontraram o corpo de seis vítimas em óbito e uma viva, sendo essencial para o encerramento da ocorrência”. O canil também foi acionado para acompanhar os desastres naturais no Rio Grande do Sul. “Na primeira vez, em 2023, o único cão que localizou uma vítima foi o nosso. Em 2024, durante as grandes enchentes, voltamos novamente e encontramos mais um corpo”, contou.


