Reeleição de Lula garante espaço politico para João Campos e é desafio para Raquel

O ex-prefeito João Campos enfrentou muitas dificuldades políticas após a reeleição da governadora Raquel Lyra. Com dificuldades antigas de relacionamento com o PT e o realce que Raquel acumulou em uma vitória na qual poucos acreditavam mas que se refletiu até mesmo no Recife onde a diferença entre ela e ele foi muito pequena, João se mudou para São Paulo, onde mora sua esposa, a deputada federal Tábata Amaral, e foi aconselhado pela direção da campanha de Lula a se distanciar do estado no segundo turno para não prejudicar o voto em Lula pelos eleitores de Raquel. Isso fez com que o senador Humberto Costa assumisse a coordenação estadual da mobilização que redundou em grandes mobilizações de rua.
Humberto também foi muito importante para a redução da abstenção. Ligou para todos os prefeitos, pedindo apoio – muitos deles votaram nele por aquiescência da governadora e apoio do senador Fernando Dueire – e conseguiu engajamento dos mesmos no dia da eleição este domingo. Foi também importante o trabalho junto à Justiça Eleitoral para garantia do transporte gratuito, com o que concordou a governadora, mesmo com os atropelos e resistência das empresas de ônibus. A distância de João Campos do estado foi sentida até mesmo na visita que Lula fez a Petrolina na semana passada onde quem apareceu a seu lado foi a senadora Marilia Arraes. O ex-prefeito ficou em segundo plano.
Isso não vai impedir, no entanto, que neste 4.o mandato de Lula, João seja ministro como foi seu pai Eduardo Campos. Dependo da pasta que lhe for confiada ele vai conseguir espaço para se deslocar pelo estado e para sustentar a oposição à governadora que tem maioria folgada na Assembleia Legislativa e recursos suficientes para continuar com seu programa de investimentos que está garantindo este ano ao estado a maior taxa de crescimento econômico do Nordeste e bem superior à do Brasil.
A governadora Raquel Lyra vai precisar voltar a bater às portas do presidente para continuar as parcerias que tem com o Governo Federal, entre elas a que vai permitir a conclusão do Arco Metropolitano no qual o estado ficou de fazer o primeiro trecho – já em construção – e a União o segundo. Assim como prometeu antes da eleição, ela afirma que vai em busca deste apoio junto ao presidente, aos senadores pernambucanos e à bancada federal. Agora é aguardar.
O PT vai querer espaço
No seu primeiro mandato, Lula nomeou dois ministros pernambucanos: Eduardo Campos e Humberto Costa. No terceiro mandato escolheu vários pernambucanos como ministros mas nenhum do PT estadual. Este blog tem informações de que este espaço vai ser reivindicado pelos petistas que pensam em ter candidato a prefeito do Recife em 2028 e a governador em 2030. Até hoje os petistas não engoliram o fato de João não ter aceito um vice do PT em 2024, o que teria garantido ao partido este ano a volta ao comando da capital, no momento em que ele renunciou para se candidatar ao governo.
Governadora parabeniza Lula
Logo após a divulgação do resultado da eleição, a governadora Raquel parabenizou o presidente em mensagem nas redes sociais e adiantou “vamos seguir, aqui em Pernambuco, trabalhando junto com o Governo Federal com muito diálogo, respeito institucional e parceria. Foi assim que a gente conseguiu destravar obras, garantir investimentos e entregar vida nova para a nossa gente. Desejo que esse novo mandato seja de união, fortalecimento da democracia e compromisso cada vez maior com quem mais precisa. De um Brasil mais justo, mais desenvolvido, com oportunidades para todo mundo. Pernambuco está pronto para viver os seus melhores anos. E vamos vive-los junto com o Brasil”.

Raquel vai ter com Lula neste novo mandato o mesmo relacionamento que teve no primeiro?
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