PL pode lançar candidato a governador e provocar um 2º turno

Embora ainda não tenha feito divulgação oficial, o PL reúne na próxima quinta-feira seus deputados federais, estaduais e vereadores para discutir a estratégia do partido na eleição deste ano, incluindo a possibilidade de ter candidato a governador, o que poderia levar o pleito para o segundo turno. Defensor da idéia de ter um candidato majoritário para que o presidenciável Flávio Bolsonaro tenha um palanque no estado, o deputado estadual Alberto Feitosa afirma que há pessoas pleiteando a vaga mas não revela quem.
Ele próprio chegou a ter o nome ventilado mas não deseja disputar uma majoritária: “prefiro ficar onde estou”. Outro nome citado no partido mas para a disputa pelo Senado, que está vaga após a desistência de Anderson Ferreira que é candidato a deputado federal, é o deputado federal Mendonça Filho que se filiou recentemente à legenda. Embora esteja sendo incentivado a entrar no páreo como candidato avulso a senador, Mendonça não diz que sim e nem que não: “ estou analisando as coisas mas tenho uma grande resistência a isso na minha própria família.”
A ideia do PL, manifestada pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, a um interlocutor recente é que se o partido lançar um candidato a governador pode utilizar o tempo de televisão da legenda, correspondente a 20% do total, para esse candidato e para ajudar na divulgação do número de Flávio Bolsonaro: “um candidato a governador teria o mesmo número de Flávio que é 22” citou ele, embora ressaltando que a decisão sobre isso não está fechada e vai ser discutida coletivamente. Anderson lembrou que um candidato a senador terá o número 222, que também é importante, mas o 22 do governador é mais significativo.
Se o PL realmente se inclinar pela disputa para o Governo, a eleição de Pernambuco que, na configuração atual, poderá ser decidida no primeiro turno pode ir para o segundo turno, caso a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito João Campos cheguem no dia do pleito conservando uma pequena diferença percentual. Na Assembleia Legislativa, deputados calculam que um nome do PL poderia ter de 5 a 8% dos votos e eles sairiam da governadora porque João Campos, com apoio do PT, não teria votos conservadores, como teve nas duas vezes em que disputou a eleição de prefeito do Recife.
Medina com os pés no chão
O vereador do Recife, Thiago Medina, do PL, disse em entrevista na semana passada que se tivesse idade toparia a disputa para governador ou mesmo senador. Indagado qual seria o nome que o partido teria para uma majoritária ele completou: “não vejo quem possa ser este candidato após a desistência de Anderson “. Isso deve ser resolvido na reunião de quinta-feira da qual tanto pode sair uma decisão de lançar candidato a governador e senador como não. Se a ideia for reprovada os 20% de tempo do PL na majoritária serão divididos pelos candidatos de outras legendas, como determina a legislação eleitoral.
Waldemar cortejado por João
Através de interlocutores, o ex-prefeito João Campos buscou aproximação com o deputado federal Waldemar Oliveira, do Avante, após ele ter manifestado descontentamento com a postura do Governo de nomear secretário o ex-prefeito de Custódia, Manuca, que foi para o Governo por indicação do próprio Waldemar. Logo após a nomeação, Manunca deixou Waldemar para apoiar o deputado federal Fernando Monteiro, do PSD, adversário do Avante no município de Serra Talhada onde tem o apoio da prefeita Márcia Conrado. Este blog teve informação de que Waldemar não quis aproximação com o PSD alegando que continua apoiando Raquel. O Avante, por sinal, foi o partido que abrigou, a pedido do Palácio, o grupo de Túlio Gadelha, pré-candidato ao Senado.

O que vai decidir mesmo o PL sobre a eleição majoritária na reunião de quinta-feira?
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