Nos momentos finais de formação de sua chapa governadora enfrenta sua maior batalha política

Decidida a definir sua chapa para o Senado até este final desta semana, a governadora Raquel Lyra começa a enfrentar sua maior batalha política do atual mandato esta quinta-feira quando recebe em Palácio, para um café da manhã, deputados estaduais e prefeitos do PP, partido comandado pelo deputado federal Eduardo da Fonte que, como presidente da Federação União Progressista, trava uma verdadeira queda de braço com o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, também membro da colegiado, sobre a segunda vaga em disputa para o Senado. A primeira foi garantida ao deputado federal Túlio Gadelha.
A governadora esperava ter resolvido esta disputa bem antes, pois imaginava que Eduardo da Fonte não gostaria de ser candidato ao Senado em função do mesmo ter recusado um convite que ela lhe fez lá atrás quando ofereceu as duas vagas disponíveis para a Federação. Não foi isto, porém, o que aconteceu. Com receio de perder para Miguel o comando do colegiado, ele ganhou gosto pelo assunto e, com a direção estadual entregue a seu partido, foi escolhido como pré-candidato ao Senado, o que Miguel até hoje não aceitou.
Como desatar esse nó? Este é o grande “x” da questão. Por isso ontem, deputados da base da governadora temiam que, dependendo do clima deste encontro, as coisas piorassem antes de melhorar, como lembrou um deles a este blog. Na verdade, segundo eles, os deputados e prefeitos do PP vão votar com a governadora, mas são fiéis escudeiros de Eduardo da Fonte e estão comprometidos com ele para o Senado. Por isso estima-se que a fumaça branca não saia pelas chaminés do Palácio no dia de hoje.
Na verdade, a despeito dos nomes, Raquel deseja primeiro assegurar o apoio da Federação a seu palanque, o que lhe garante tempo de Rádio e TV semelhante ao do seu adversário, o ex-prefeito João Campos. Isso posto, partiria para os afunilamentos. E estaria disposta a, nesse momento, se sentir que não há possibilidade de conciliação, sugerir uma outra saída com a indicação de um tertius que tem nome e sobrenome: o atual senador Fernando Dueire, do PSD, mesmo partido dela e do outro candidato já definido, Túlio Gadelha. A ver.
Data da convenção precipitou
O assunto poderia ter ficado para mais perto da convenção da governadora, marcada para o dia 02 de agosto mas esta segunda-feira o caldo entornou quando a convenção da Federação foi marcada para o dia 05 de agosto, o que, como afirmou ontem este blog, poderia obrigar Raquel a chegar na sua convenção com apenas um candidato ao Senado e ficar esperando mais três dias para completar a chapa. Um vexame, portanto. O objetivo agora é definir tudo logo para que dê tempo de fazer um evento unificado e pacificado, com todas as vagas preenchidas.
Críticas ao MDB
O deputado estadual Jarbas Filho, que trocou o MDB pelo PSD por não aceitar a aliança da legenda com o ex-prefeito João Campos disse em entrevista ao Blog do Alberes Xavier que o MDB “perdeu sua identidade e é hoje uma sigla subserviente ao PSB”. E adiantou: “O MDB que ex-governador Jarbas Vasconcelos fundou e militou nele a vida toda não existe mais. Através do seu presidente, é um partido que virou satélite do PSB, que ficou nanico e com suas bandeiras completamente desbotadas”.

A governadora consegue unificar seu palanque até o dia 02 de agosto?
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