Humberto acena para Raquel que vem tentando atrair Federação petista para base na Alepe

Logo depois que terminou o primeiro turno com vitória sobre João Campos a governadora Raquel Lyra iniciou as articulações para ampliar sua base na Assembleia Legislativa e incluiu entre seus objetivos a atração da Federação Brasil da Esperança composta pelo PT, PV e PCdoB que, através do PT e PV, tem votado a favor dos projetos do Governo na Alepe no atual mandato e foi fundamental para que ela enfrentasse o cerco da oposição formada pelo PSB e pelo presidente da casa Álvaro Porto aos quais se agregaram o Republicanos e parlamentares dissidentes de outras legendas, causando dificuldades para tramitação de vários projetos do Executivo como pedidos para conseguir empréstimos nacionais e internacionais.
Já está definido, como apurou este blog, que o deputado estadual do PT, Doriel Barros, que ficou na primeira suplência, deve assumir o mandato em 2027 em substituição a um dos deputados eleitos pela federação que deve ser convidado pela governadora a compor o novo secretariado estadual. Também não está descartada a possibilidade da Federação participar do bloco a ser criado para definir a composição das novas comissões da Alepe, garantindo espaço em áreas importantes de discussão do Poder Legislativo.
A Federação saiu fortalecida das urnas pois conseguiu eleger nove deputados, mesmo número do PSD, o partido da governadora, e do PSB de João Campos. Além disso tem um parlamentar a mais que a Federação União Progressista que elegeu 8, e três a mais que o Podemos que terá seis deputados a partir de fevereiro.
Havia um temor na base governista de que os problemas que aconteceram no segundo turno quando Raquel ficou neutra na disputa presidencial pudessem criar dificuldades a este entendimento mas o senador Humberto Costa disse esta segunda-feira, que a parceria de Lula com Raquel deve continuar. “Acredito que a situação do segundo turno – afirmou a este blog – não tenha causado nenhum estremecimento no relacionamento institucional da governadora com o presidente e ela pode contar comigo e com os integrantes do PT no sentido da continuidade desse relacionamento institucional pois ele é do interesse de Pernambuco”.
Pernambuco, Bahia e São Paulo com menos abstenção
Além de ter garantido ao presidente Lula neste segundo turno 69,2% dos votos do estado, Pernambuco está sendo citado como um dos estados – ao lado da Bahia e São Paulo- que mais contribuíram para a virada do presidente sobre Flávio Bolsonaro. Os três foram os que mais conseguiram reduzir a abstenção entre o 1º e o 2.º turnos. A Bahia a reduziu em 3,26%, Pernambuco em 2,99% e São Paulo em 2,73%. No primeiro turno Lula teve 63,45% dos votos pernambucanos e no segundo 69,2%, em grande parte conseguidos através dos eleitores que não tinham votado no 1º mas compareceram ao 2º turno. Para expressar a dimensão do apoio a Lula em seu estado, em 2022 ele teve no 2º turno 66,93% dos votos, chegando agora a quase 70%.
Flávio consegue apenas 1/3 dos votos dos concorrentes
No primeiro turno da eleição em Pernambuco, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema tiveram 303.061 votos. Já no 2º turno Lula conseguiu a mais no estado 563.542 votos e Flávio Bolsonaro apenas 94.501 votos. Isso significa que dos eleitores dos demais candidatos à direita apenas um terço decidiu votar no candidato do PL, tendo os outros 2/3 resolvido optar pelo atual presidente. Em função disso. Flávio, que teve 31,03% dos votos pernambucanos no 1º turno teve somente 30,80% no segundo.

Raquel vai conseguir atrair a Federação do PT para sua base na Alepe?
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