Em dabate no G1, candidatos ao Senado citam Lula e Raquel mas João só é lembrado no final

Juntos no primeiro debate entre os candidatos ao Senado nesta eleição, os principais concorrentes às duas vagas na Casa Alta do Congresso Nacional – Humberto Costa, Eduardo da Fonte, Marília Arraes, Mendonça Filho, Túlio Gadelha e Paulo Rubem – demonstraram, a 33 dias do pleito, um fenômeno curioso para os telespectadores que acompanharam até o fim o que eles pensam sobre temas como saúde, segurança, meio-ambiente, ajuste fiscal e interiorização: com olho na urna, três deles citaram o apoio ao presidente Lula, três à governadora Raquel Lyra, mas o ex-prefeito e candidato a governador João Campos, embora criticado por Túlio Gadelha e Mendonça, só foi lembrado nas considerações finais por Humberto e Marília quando foram revelar a chapa da qual fazem parte.
Sobre os temas em si, Humberto, Mendonça e Eduardo fizeram uma prestação de contas do que realizaram no Congresso Nacional ou em ministérios como foi o caso dos dois primeiros mas a preocupação presente em todas as falas dos candidatos era reiterar a proximidade com seus padrinhos políticos o propósito de trabalhar com eles e ajudá-los a governar o Brasil e Pernambuco. Como Humberto, Marília e Túlio Gadelha apoiam o presidente Lula o citaram várias vezes tendo Marília lembrado no final que os candidatos de Lula são ela e Humberto.
Tulio, Mendonça e Eduardo da Fonte, porém, defenderam e exaltaram a governadora Raquel Lyra, tendo Túlio feito uma verdadeira prestação de contas de tudo que a governadora fez no estado, sempre acrescentando que ela fará muito mais e por isso precisa continuar seu mandato. O senador Humberto Costa, que está sendo votado por alguns prefeitos de Raquel, não falou no nome dela mas disse que está pronto para continuar seu trabalho ao lado do presidente Lula e com o governador eleito, ressaltando que essa sempre foi sua postura : “nunca deixei de trabalhar por Pernambuco e por cada um dos municípios do estado, independente de questões políticas e partidárias”.
Mendonça e Humberto em debate particular
Não faltaram, porém, estocadas entre petistas e bolsonaristas. Mendonça e Humberto trocaram farpas algumas vezes na discussão sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, o que foi reforçado por Marília. Neste momento Mendonça, que não deixou provocações sem resposta, disse que “se a saída de Dilma foi um golpe quem deu o golpe foi o candidato de Marília, seu primo João Campos, cujo partido garantiu votos necessários para a decretação do impeachment da presidente”. A questão do fim do programa Mais Médicos e da vacinação contra Covid foi outro assunto comum aos três tendo os petistas culpado Bolsonaro. Já Mendonça citou a inflação atual e a crise fiscal do Governo Lula.
Alexandre de Moraes
Em plena crise provocada pelo relatório da Polícia Federal deixando claro o relacionamento do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, todos os candidatos defenderam a investigação e punição do ministro, se forem comprovados os ilícitos citados. Alguns lembraram da necessidade de garantir o direito de defesa, o que, segundo Mendonça, “não foi garantido pelo próprio ministro quando aplicou punições severas aos presos na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro sem deixar sequer que seus advogados se pronunciassem no momento do julgamento”.
Código de Ética do Orçamento Público
As emendas impositivas tiveram graus diferentes de defesa e críticas entre os candidatos mas o professor e ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago, defendeu a suspensão por dois anos das emendas para elaboração do que chamou de “Código de ética do orçamento público” que definiria como as emendas iriam continuar, o controle sobre sua aplicação com fiscalização dos órgãos federais, o valor total delas, para não impedir que o Governo Federal fique sem recursos para obras ações nos estados e municípios e a responsabilização dos parlamentares diante de desvios.
Feitosa inaugura comitê
O coronel Alberto Feitosa inaugura esta quinta-feira o seu comitê na avenida Agamenon Magalhães, no Derby. O evento começa às 18h22 e o candidato está sugerindo, seguindo a moda bolsonarista, que os seus amigos e apoiadores compareçam com camisas verde e amarela. No convite ele aparece no meio de uma foto tendo de um lado Jair Bolsonaro e do outro Flávio Bolsonaro.

Se o lulismo tem três candidatos ao Senado em Pernambuco este ano e Raquel tem três, como fizeram crer os candidatos ouvidos pelo G1, quem vai fazer o tira-teima?
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