Com dois senadores, 3 deputados federais e 5 estaduais PT se fortalece e já pensa em 2028

“Pernambuco é o único estado do Brasil onde o PT tem dois senadores” – afirma a senadora Teresa Leitão, registrando o bom resultado do partido no estado este ano quando “o senador Humberto Costa, candidato a reeleição, foi o mais votado e a deputada estadual Dani Portela ficou em primeiro lugar entre os deputados estaduais eleitos”. Na verdade, os petistas conquistaram também nas urnas três cadeiras na Câmara Federal e cinco na Assembleia Legislativa, conseguindo em relação à Câmara, eleger apenas um deputado a menos que o PSB que ficou com quatro federais.
Com este resultado, Teresa afirma que o partido deve se reunir e começar a discutir “um projeto coletivo para o estado com vistas à eleição de 2028”. Segundo ela, é necessário analisar a atuação dos seis prefeitos que a legenda tem atualmente e dos inúmeros vereadores que possui para projetar o crescimento dessa representação no interior e na Região Metropolitana.
Ela diz que é cedo fazer projeção sobre a eleição no Recife em 2028, embora Dani Portela já tenha manifestado o desejo de disputar o pleito. Mas se refere a municípios como Olinda e Paulista que, no seu entender, precisam ser reconquistados pela esquerda. Liderança petista mas próxima do ex-prefeito João Campos ela explica que “o PSB é o nosso grande aliado nacionalmente e também em Pernambuco” mas acha que não só os socialistas como todos os partidos que apoiaram Lula no segundo turno devem ser procurados para uma atuação conjunta nas próximas eleições.
No seu entender as alianças devem ser feitas com o PSB, PSOL, MDB, Cidadania, PV, PDT e outras legendas que fizeram parte dos 11 partidos que trabalharam pela reeleição do presidente Lula no segundo turno. O PT elegeu este os deputados federais Carlos Veras, Liana Cirne e Rosa Amorim – só tinha um federal – e os estaduais João Paulo do PT, Dani Portela, Vinícius Castello, João Paulo Costa e Breno Araújo – só tinha três na atual legislatura.
Raquel de fora
Embora defenda que o presidente Lula continue a ter uma relação institucional com a governadora Raquel Lyra – “ele vai fazer isso inclusive com governadores do PL” – ela não quis se pronunciar sobre um entendimento político do PT com a governadora. No seu entendimento, Raquel poderia ter apoiado Lula no segundo turno quando já estava eleita mas não o fez. Promete, no entanto, lutar para que a parceria de Pernambuco com o Governo Federal se fortaleça em termos de obras e serviços públicos que beneficiem o povo pernambucano.
A carta de Flávio Bolsonaro
A carta que o senador Flávio Bolsonaro escreveu aos brasileiros esta quarta-feira, logo depois de chegar aos Estados Unidos, não passou antes por uma leitura atenta de alguém de cabeça fria e visão de futuro. Em primeiro lugar, na versão original, ele se apresenta como “presidente eleito do Brasil” e diante da péssima repercussão corrige a frase distribuindo uma segunda versão em que esse título é substituído por “líder do Brasil”. Em segundo lugar, deixa em maus lençóis o presidente Donald Trump quando agradece a ele a ajuda dada em seu processo de mudança (Trump está sendo instado a responder a indagações dos democratas sobre o uso de recursos públicos para ajudar um refugiado).

Flávio Bolsonaro vai mesmo conseguir liderar a oposição estando ausente do Brasil?
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