“União não poderia ficar refém de projeto que nos excluiu”, diz Miguel ao romper com João Campos
Após romper com João Campos, Miguel Coelho elogia Raquel Lyra, justifica mudança de lado e minimiza tensão com Eduardo da Fonte
A declaração ocorre no mesmo dia em que João Campos oficializa sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, com uma chapa que deve reunir Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) na disputa ao Senado – movimento que, nos bastidores, consolidou a saída de Miguel do grupo.
Miguel evitou ataques diretos ao ex-aliado, mas indicou que a decisão foi consequência da perda de espaço nas articulações majoritárias. “Todo mundo faz política buscando viabilidade. O prefeito fez as escolhas dele, e o União também fez as suas”, disse, ao destacar que mantém uma relação “respeitosa, transparente e correta” com João Campos.
A mudança teve efeito imediato, com a entrega de cargos na Prefeitura do Recife. Para Miguel, a saída era inevitável diante do novo alinhamento político. “Seria contraditório continuar ocupando espaço em um grupo antagônico. A gente tem que estar junto de quem quer estar junto com a gente”, afirmou.
Ao comentar a aproximação com Raquel Lyra, ele destacou convergência política e reforçou o objetivo central da legenda. “Não foi por espaço. Foi por projeto. A gente construiu uma aliança com sinergia, pensando no que é melhor para Pernambuco”, disse. “Não abrimos mão da vaga ao Senado. Esse é o projeto do partido”, completou
Redação com texto de Ryan Albuqurque do JC compartilhado em 20/03/2026 Foto: Divulgação
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