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Terça Negra especial de Carnaval marca reestreia com Maracatu, Afoxé e rap


Primeira noite de shows ocorre amanhã (27), no Pátio de São Pedro. Okado do Canal, Caetana e Afoxé Ilê de Egbá estão entre as atrações

Quartel General do Carnaval, o Pátio de São Pedro se tornará o epicentro da exaltação à cultura afro amanhã (27), com a retomada da Terça Negra Especial de Carnaval. A primeira edição está marcada para começar às 19h e trará cinco atrações que permeiam as mais diversas sonoridades promovidas em chão pernambucano. A iniciativa é uma parceria com o Movimento Negro Unificado (MNU) e busca difundir e estimular reflexões a respeito da influência afro nas expressões artísticas do Estado.O projeto que tem apoio da Prefeitura do Recife e, em tempos de festejos de Momo, o projeto ganha três edições: 27 de janeiro e 03 e 10 de fevereiro, com um total de 15 atrações.

A noite de amanhã trará ao palco DJ Baloo, que abre o evento. Na sequência, sobe ao palco o Afoxé Ylê de Egbá, que completa 40 anos em 2026 e que mescla Ijexá a ritmos Yorubás, resultando em arranjos e músicas que dão toques singulares às suas batidas. A noite segue ao som do rap de Okado do Canal. Rapper, B-boy, arte-educador, ator e diretor audiovisual, o artista possui mais de dez anos de carreira e também é reconhecido por sua atuação junto a jovens da comunidade do Canal do Arruda, seu território geográfico e afetivo.

A noite segue com o grupo Edún Àrá Sangô, coletivo que apresenta repertório ancestral com canções autorais, trazendo a cultura dos terreiros de candomblé ao palco e cujas composições passeiam por gêneros musicais variados que vão desde o nagô pernambucano, ao culto yorubá e até mesmo à santeria cubana. A apoteose da noite fica por conta de Caetana, artista trans que cultua o cancioneiro popular nordestino, bem como a religiosidade de matriz africana, enquanto apregoa o combate ao racismo e à transfobiae em cuja obra os ritmos populares pernambucanos são entrelaçados ao Hip-Hop, Trap music, Rap, Pop, Funk, Jazz, Blues, Reggaeton e Black Music.

História

A história da Terça Negra começa em 1998, no Pagode do Didi, localizado na Rua Ulhôa Cintra, no bairro de Santo Antônio. Em 2001, o projeto passou a acontecer no Pátio de São Pedro, tornando-se parte do calendário cultural oficial da cidade.

O encontro cultural foi criado pelo Movimento Negro Unificado (MNU), que surgiu no Recife em 1979 e ganhou força na década de 1990. Em seus primeiros passos, o MNU pretendia ir além do chamado samba de raiz, divulgando outras vertentes da cultura negra, como o maracatu, o afoxé, côco de roda e até o reggae e o hip hop.

PROGRAMAÇÃO TERÇAS NEGRAS ESPECIAIS DE CARNAVAL 2026

(A programação começa sempre às 19h)

27/01

DJ Baloo

Afoxé Ylê de Egbá

Okado do Canal

Edún Àrá Sangô

Caetana

 

03/02

DJ Hall

Maracatu Nação Encanto da Alegria

Preto Jamah

Afoxé Omô Nilê Ogunjá

Manga Rosa + Dirceu Melo + Catarina Rosa

 

10/02

DJ Armandinho do Reggae

Maracatu Nação Almirante do Forte

Takafire

João Marlevou

Donabagga + Malli + Rico du Janga

Redação com assessoria Foto: ClélioTomaz/PCR-acervo

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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