Rodrigo Farias responde a Antônio Moraes que acusou oposição de querer desestabilizar o Governo

“Causa enorme estranhamento ver o deputado Antônio Moraes, que é delegado de polícia, sair em defesa de uma ação claramente ilegal e com fins políticos. Justamente ele, que conhece a lei, tenta agora justificar o injustificável: o uso do aparato da Polícia Civil para espionar um secretário da Prefeitura do Recife, sem mandado judicial, sem inquérito instaurado e sem qualquer indício de crime.
E adiantou “ Será que foi esse o “método de investigação” aprendido ao longo da sua carreira? São muitas perguntas ainda sem respostas: quem deu a ordem para vigiar o secretário da Prefeitura do Recife? Com base em que lei a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil espionou servidores municipais? E por que a inteligência do Estado está sendo usada para perseguir quem pensa diferente da governadora, em vez de combater o crime e proteger a população?”
Para ele Moraes “ está tentando dar outro nome a um fato gravíssimo. Trata-se de espionagem, revelada em rede nacional. Uma ação que atenta contra o Estado Democrático de Direito, contra a democracia e contra os valores que deveriam nortear o serviço público. Defender esse tipo de ato não é defender o governo, é manchar a história de uma instituição séria como a Polícia Civil de Pernambuco, usada agora como ferramenta de perseguição.”
No seu entender Antônio Moraes “ tenta inverter os papéis ao acusar a oposição de “pensar em eleição o tempo todo”. Mas todos sabem que quem vive nesse ritmo é a própria governadora Raquel Lyra, que desde o primeiro dia de mandato não desceu do palanque, governa passando recibos e dando recados. Enquanto ela age politicamente 24 horas por dia, o seu governo foi desmascarado e agora precisa explicar à sociedade por que transformou a polícia em braço eleitoral.”
E concluiu : “O povo pernambucano quer respostas, não discursos prontos. Quer saber quem autorizou o rastreamento, quem monitorava servidores e quem usou o nome da lei para justificar abuso de autoridade. O que aconteceu é uma ofensa à Constituição e um ataque à democracia. E o silêncio do governo só aumenta a gravidade do escândalo.”
Redação Blogdellas Foto: arquivo/divulgação
e-mail: redacao@blogdellas.com.br


