Notícias

Raquel Lyra rebate críticas sobre creches e volta a criticar gestões anteriores

Governadora afirmou que obras sofrem com falta de terrenos; Prefeitura do Recife diz que foram enviados 10 ofícios em 2023 com as indicações

Por Cristiane Ribeiro do JC
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), comentou a polêmica das 250 creches prometidas em campanha durante entrevista à Rádio Naza, na manhã desta sexta-feira (10). Ela citou desafios de execução, incluindo a falta de terrenos e necessidade de desapropriações, como justificativas da demora. Reforçou, ainda, que as primeiras unidades serão inauguradas em dezembro.

Ao mesmo tempo, aproveitou para criticar a gestão anterior, de Paulo Câmara (PSB), apontando problemas estruturais e passivos nas áreas de educação, infraestrutura, saúde e saneamento, que, segundo ela, dificultaram a execução de seus projetos.

Mobilização conjunta

Raquel Lyra explicou que, embora a promessa de 250 unidades esteja sendo criticada, o governo está avançando nas obras. O investimento total de R$ 1 bilhão para o projeto dentro do Juntos pela Educação é historicamente o maior do Estado na área, de acordo com ela.

“Não é fácil construir 250 creches, é R$ 1 bilhão de reais de investimento espalhado pelo Estado todinho”, afirmou. “A gente vai inaugurar a primeira em Caruaru no dia 20 de dezembro e depois a cada mês vamos entregando novas unidades”, defende.

A governadora destacou que as obras envolvem também mobilização de empresas, adaptação de projetos e desapropriações quando necessário, e criticou a dificuldade de alguns municípios em ceder terrenos.

“No Recife, pediram 10 creches, mas não indicaram terreno. Eu fui lá, desapropriei, busquei terreno do Estado e iniciamos a construção”. A resposta ocorre dias depois de deputados da oposição cobrarem na Alepe a entrega das unidades e questionarem o andamento das obras.

Alcance das creches
De acordo com a governadora, cada creche terá capacidade para 350 a 360 crianças, será entregue mobiliada, com parquinho, cozinha industrial e ar-condicionado, e o governo custeará o funcionamento pelo primeiro ano.

Raquel fez uso do tópico para pontuar sobre o impacto social do programa de creches, especialmente para as mães: “quando a gente bota uma criança na escola, a gente coloca uma mãe podendo trabalhar, cuidar melhor da sua casa, da sua vida, do seu trabalho”.

Ela relacionou o aumento de creches com uma possível diminuição nos casos de dependência financeira e de violência doméstica contra mulheres.

O que diz a prefeitura do Recife?

Em nota, a Prefeitura do Recife informou que não procede a informação de que o poder municipal não indicou terrenos para a construção de creches pelo Governo de Pernambuco na capital.

O texto diz que em agosto de 2023, a Secretaria de Educação encaminhou dez ofícios à Secretaria Estadual de Educação (SEE-PE) indicando terrenos já pertencentes ao Estado, destinados à implementação de dez unidades de educação infantil.

O município destacou que todos os terrenos propostos eram ociosos e juntos a escolas estaduais, o que facilitaria a execução das obras. Até agora, apenas o terreno localizado em Areias teve convênio assinado.

A Prefeitura também afirma que assinou, em 2025, planos de trabalho e convênios para seis novos terrenos, cinco de propriedade privada e que seriam objeto de desapropriação pelo Estado.

A nota encerra ressaltando que a PCR tem um compromisso com a expansão da educação infantil, lembrando que desde 2021 já foram abertas cerca de 10 mil novas vagas, alcançando aproximadamente 16 mil crianças de zero a cinco anos, por meio do programa Infância na Creche.

Raquel Lyra volta a criticar a gestão anterior

Ainda na entrevista à Rádio Naza, a governadora aproveitou para retomar críticas à administração anterior. Afirmou, por exemplo, que encontrou a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) sucateada e sem a prioridade para entregar água à população.

Raquel criticou ainda o esquecimento da Zona da Mata Norte, a falta de investimentos em estradas, segurança e hospitais, e disse que muitas obras, como a Adutora do Agreste, ficaram paralisadas ou avançaram lentamente.

Sobre as creches, lembrou que antes de seu governo o Estado apenas financiava prefeituras ou recebia unidades do governo federal, e que muitas dessas enfrentavam dificuldades para serem entregues. “E antes disso ninguém falava de construir creche pelo Estado. Quem falou? Quem construiu?“.

A governadora também afirmou que sua gestão prioriza cumprir o que promete, ao contrário de administrações anteriores, e que está avançando mesmo diante das críticas recebidas.

Redação com texto de Cristiane Ribeiro do JC compartilhado em 11/10/2025 Foto: Artur Borba/JC imagem

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

Compartilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.