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Raquel Lyra precisa do tempo da Federação União Progressista para igualar seu espaço de TV ao de João Campos


Governadora perde tempo do PL e depende da federação formada por PP e União Brasil para equilibrar disputa na TV com o adversário João Campos

Por Terezinha Nunes 

Decidida a manter seu palanque politicamente equilibrado para enfrentar o ex-prefeito João Campos que formou uma chapa esquerdista, a governadora Raquel Lyra vai deixar de contar com o tempo de TV do Partido Liberal que em Pernambuco disputará em faixa própria a eleição. Sem candidato a governador, o PL vai ser representado pela candidatura avulsa a senador do ex-prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, e pelas chapas de deputados federais e estaduais.

A escolha da governadora é considerada correta do ponto de vista político em função de Pernambuco ser a terra natal do presidente Lula e do qual ela não pode se queixar pois, como tem ressaltado e agradecido, foi muito bem atendida por ele e por sua equipe através de muitas parcerias. Mas haverá um preço a pagar.

Este preço significa o esforço que ela precisa fazer a partir de agora para manter a seu lado a Federação União Progressista que uniu o PP e o União Brasil, partidos que, juntos, têm hoje a maior bancada federal do país com 106 deputados.

O tempo de cada um

Por que a bancada federal é decisiva nessa equação? Por um motivo simples: a legislação eleitoral atual determina que o tempo de TV dos candidatos majoritários será sempre correspondente ao número de deputados que foram eleitos em 2022 por cada uma das legendas que o apoiarem. Hoje já estão fechados com João Campos a Federação PT/PV/PCdoB, que elegeu 79 deputados federais em 2022, o MDB com 42, o Republicanos com 41, o PDT com 17 e o PSB com 14 um total, portanto de 193 parlamentares.

Com Raquel estão o seu partido, o PSD, que elegeu 42 deputados em 2022, o Podemos com 20, a Federação PSDB/Cidadania com 18, a Federação PRD/Solidariedade com 12 e o Avante com 7 eleitos. A Federação PP/União Brasil, com 106 deputados, será fundamental na montagem do tempo da governadora. Sem ela, o palanque governista ficaria restrito ao tempo corresponde a 99 deputados. Agora, se mantiver a Federação, Raquel contará com o tempo correspondente a 205 deputados, 12 a mais do que João Campos.

O tempo de TV do PL, que não terá candidato a governador, será o correspondente a 99 deputados. Normalmente nesses casos, esse tempo é dividido, de forma equilibrada, entre os candidatos a governador registrados na Justiça Eleitoral, ou seja todos serão beneficiados individualmente mas quem tiver mais tempo conseguirá minutos ou segundos a mais do que os demais, e assim por diante.

O tempo de cada um

Por que a bancada federal é decisiva nessa equação? Por um motivo simples: a legislação eleitoral atual determina que o tempo de TV dos candidatos majoritários será sempre correspondente ao número de deputados que foram eleitos em 2022 por cada uma das legendas que o apoiarem. Hoje já estão fechados com João Campos a Federação PT/PV/PCdoB, que elegeu 79 deputados federais em 2022, o MDB com 42, o Republicanos com 41, o PDT com 17 e o PSB com 14 um total, portanto de 193 parlamentares.

Com Raquel estão o seu partido, o PSD, que elegeu 42 deputados em 2022, o Podemos com 20, a Federação PSDB/Cidadania com 18, a Federação PRD/Solidariedade com 12 e o Avante com 7 eleitos. A Federação PP/União Brasil, com 106 deputados, será fundamental na montagem do tempo da governadora. Sem ela, o palanque governista ficaria restrito ao tempo corresponde a 99 deputados. Agora, se mantiver a Federação, Raquel contará com o tempo correspondente a 205 deputados, 12 a mais do que João Campos.

O tempo de TV do PL, que não terá candidato a governador, será o correspondente a 99 deputados. Normalmente nesses casos, esse tempo é dividido, de forma equilibrada, entre os candidatos a governador registrados na Justiça Eleitoral, ou seja todos serão beneficiados individualmente mas quem tiver mais tempo conseguirá minutos ou segundos a mais do que os demais, e assim por diante.

A importância da mídia tradicional

Com o aparecimento da Internet e, sobretudo, das redes sociais, que hoje assumiram posição relevante nas campanhas políticas , alguns partidos deixaram de dar tanto destaque ao tempo das mídias tradicionais mas nas últimas eleições a postura mudou sobretudo em função da importância que as TVs ainda têm nas casas das famílias brasileiras assim como pelos comerciais que são vídeos pequenos que entram no meio da programação da TV aberta, pegando o espectador de surpresa, e de alto alcance na formação da opinião pública.

“As mídias tradicionais ocupam um papel secundário no processo de comunicação política, mas não podem ser desprezadas “- afirma a cientista política pernambucana Priscila Lapa, lembrando que elas “retroalimentam os meios digitais, elas reforçam a imagem que é projetada e construída no digital, quando a comunicação é assertiva e bem executada. Em cenário de disputa acirrada, mais tempo de propaganda pode ser um elemento competitivo relevante”.

No caso da disputa entre João Campos e Raquel Lyra ela ressalta que “conquistar mais tempo significa também, simbolicamente, maior capacidade de agregar apoios ao palanque. Isso tem um peso político mais interno, na formação das alianças, não chamando a atenção do eleitor, mas, de qualquer forma, mostra a força de cada postulante e sua capacidade de aglutinação”.

Momentos decisivos

Com o fim da janela partidária no último dia 5, a campanha passa a seguir outros rumos e a discussão sobre o tamanho dos palanques e a capacidade que terão de multiplicar informações ganha destaque.

Em relação a apoios, a governadora Raquel Lyra deve acompanhar com cuidado os passos da Federação União Progressista que acaba de lhe dar um recado, ficando independente na Assembléia. Esta segunda-feira seus 11 deputados se reúnem para tratar da formação das comissões na Alepe mas o apoio a Raquel deve ser também tratado.

Nas palavras do líder do PP na Alepe, deputado Henrique Queiroz, não há com que se preocupar sobre apoio ao Governo no Legislativo, ressaltando que a questão da independência da Federação é administrativa e não política. Segundo ele, “apenas os partidos desejam eles próprios escolher seus representantes nas comissões”, coisa que antes era feita pelo Blocão do Governo.

Os ouvidos do Palácio do Campo das Princesas, no entanto, estão bem alertas para acompanhar tudo até porque há um outro componente a ser considerado nesse mister: o fato do deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, do União Brasil, ambos da Federação, desejarem disputar o Senado e só há lugar para um. Será um verdadeiro salve-se quem puder.

Redação com texto de Terezinha Nunes compartilhado do JC em 12/04/2026  Foto: divulgação

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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