Nos bastidores, PT avalia cenário sem Lula nas eleições de 2026, diz Veja
4 de abril de 2026, 14:28/
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-ministro da Educação Camilo Santana
Esse movimento estaria sendo influenciado pelo avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de opinião, além dos índices de rejeição ao líder petista
Por JC
A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disputar a próxima eleição presidencial passou a ser considerada, ainda que de forma reservada e sensível, nos bastidores do PT e do Palácio do Planalto.
Segundo a Veja, movimento estaria sendo influenciado pelo avanço do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de opinião, além dos índices de rejeição ao líder petista, o que tem alimentado avaliações sobre cenários de risco eleitoral.
O colunista Robson Bonin afirmou, durante o programa Ponto de Vista, desta sexta-feira (3), que “há muita gente dentro do PT que acredita que ele [Lula] deveria se preocupar com o fato de poder terminar a biografia perdendo para o filho de Bolsonaro”.
Nomes cotados para a sucessão
Entre os nomes mais citados para uma eventual sucessão de Lula estão o ex-ministro da Educação Camilo Santana, que deixou o cargo no Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (2), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que se coloca como pré-candidato ao governo de São Paulo.
Segundo Bonin, Camilo já foi testado em pesquisas e é visto como um quadro com potencial de crescimento, sendo apontado como uma aposta para o futuro do partido.
Já o cientista político Marco Antonio Teixeira, também durante participação no programa, avalia que Haddad poderia representar uma alternativa mais imediata, por reunir condições mais concretas para uma eventual substituição de Lula nas eleições deste ano, já que “tem praticamente a mesma intenção de voto de Lula e cerca de 10 pontos percentuais a menos de rejeição”.
Ele avalia que o crescimento do senador Flávio Bolsonaro tem sido mais impulsionado pela rejeição ao governo petista do que por atributos individuais.
Ainda segundo Teixeira, há uma dificuldade estrutural do PT em renovar suas lideranças, o que coloca Camilo Santana como um projeto de médio prazo e Fernando Haddad como uma alternativa mais imediata.
Os analistas também apontam que a eleição deverá ser marcada por uma disputa direta entre lulismo e bolsonarismo.
Redação com texto compartilhado do JC em 04/04/2026 Foto: reprodução