Napoleão

Napoleão confirma a verve do diretor Ridley Scott para grandes épicos (Gladiador, Cruzadas e Robin Hood têm sua assinatura).
Filme portentoso, traz Joaquin Phoenix no papel título, contracenando com sua Josephine Beauharnais (vivida por Vanessa Kirby, a Princesa Margaret, na série “The Crown”).
Iniciando-se pelo limiar da meteórica carreira militar do “Corso”, a película trilha a convulsão social da Revolução Francesa, atravessando o golpe de 18 de brumário e a instauração do Consulado, no qual Napoleão, já general – cuja patente envergou com meros 25 anos -, assume a liderança política da débil república, para, na sequência, sagrar-se Imperador em 1804, com meros 35 anos de idade, em cuja cerimônia tomou a coroa das mãos do Papa Pio VII para autocoroar-se.
Fidedigno à sua veia militar, o filme perpassa as suas vitórias, a exemplo das batalhas das Pirâmides (no Egito) e Austerlitz (na Moravia, talvez a mais famosa delas, juntamente com Marengo e Wagram), bem como, já à frente do “Grande Armée”, a de Borodino, onde cerca de 70.000 soldados perderam a vida, em confronto com os exércitos do Czar Alexandre I Romanov.
Se não menciona o Marechal Kutuzov, comandante dos russos, o longa presta tributo ao “General Inverno”, mostrando a crueza da retirada de suas tropas de Moscou através das estepes geladas, que, sob o frio cortante, ausência de suprimentos e ataques dos cossacos, se fez túmulo da quase totalidade dos seus originalmente 500.000 soldados (meros 27.000 lograram sobreviver).
E tudo isso sem deixar de enfocar a cumplicidade de sua relação com Josephine, da qual se divorcia pela incapacidade de lhe gerar um herdeiro (em que pese, de primeiro leito, ela já tivesse Eugene e Hortênsia, essa, por sua vez, futura mãe do Imperador Napoleão III), casando-se com a Arquiduquesa Maria Luísa da Áustria (irmã de nossa Maria Leopoldina, esposa de Dom Pedro I), que lhe gerou seu filho Napoleão (“Rei de Roma”).
Perpassando o exílio em Elba, seu retorno e os “100 dias”, se ultima na Bélgica, nos campos de Waterloo, com o exílio final na “rocha” de Santa Helena.
Uma vida fulgurante, até hoje a merecer “hommage” de todos que visitam o “Hôtel Des Invalides” em Paris.
Texto colaborativo. Pelo advogado Erik Limonge Sial . As salas que exibibem a produção incluem CinemarkRioMar Recife, Kinoplex Boa Vista, UCI Kinoplex Shopping Recife e UCI Kinoplex Tacaruna.
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