Líderes do Governo e da Oposição falam sobre atuação da Polícia Civil em caso de investigação sobre secretário
A líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputada Socorro Pimentel, acusou a oposição, na tarde desta segunda-feira, de “usar de má fé ao tentar fazer de uma investigação policial um circo midiático”. Ela adiantou que “colocar em xeque a lisura com a qual trabalham os servidores da Policia Civil de Pernambuco é ir contra o Estado Democrático de Direito” –“Investigar possível recebimento de propina é ataque à democracia? Ou apenas afronta os interesses de determinado grupo político?” – indagou a deputada em nota à imprensa onde concluiu que a Polícia Civil de Pernambuco “tem compromisso com a verdade, com a legalidade e com o interesse público e saberá conduzir toda a investigação necessária com rigor, transparência e respeito à lei”.
Socorro soltou a nota depois que deputados da oposição, entre eles o líder na Assembleia, deputado Cayo Albino, condenaram o fato da Polícia ter feito uma investigação sigilosa entre agosto e outubro de 2024 sobre o secretário de articulação política e social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro, após receber denúncia anônima sobre a utilização de um veículo locado pela PCR para recebimento de propina. Cayo Albino disse em vídeo postado em suas redes sociais que “a perseguição política em Pernambuco está passando de todos os limites”e adiantou em condenação ao trabalho realizado pela Polícia Civil: “já pensou você ser monitorado 24 horas por dia, ter sua vida e a vida de sua família rastreados, tudo isso de forma ilegal?”.
A declaração de Cayo foi feita antes da entrevista do secretário de defesa social, Alessandro Carvalho, que afirmou que toda denúncia séria é investigada de forma sigilosa pela Polícia Civil e que isso é amparado por lei. Segundo ele, ilegal seria a divulgação de um fato desses como foi feito, exibindo imagens do secretário investigado, sobre o qual nada foi provado, e acusou como principal suspeito da ilegalidade um agente policial que foi colocado à disposição do Departamento de Pessoal da Corporação em novembro após ser surpreendido em encontro com o presidente da Câmara de Vereadores de Ipojuca, que está preso e investigado sobre desvio de R$ 4 milhões em emendas parlamentares. O agente fazia parte do grupo que investigou o secretário da PCR, inclusive com acesso pelo zap aos demais membros do mesmo, todos da área de inteligência da Corporação.
Redação Blogdellas Fotos- divulgação
e-mail: redacao@blogdellas.com.br


