Intolerância à Lactose

 

Por Patrícia Aroucha*

Por que, cada vez mais, as pessoas têm evitado o consumo do leite de vaca? O que é lactose? Sintomas? Causas? Tem tratamento?

A lactose é um carboidrato (açúcar) que, quando digerido e absorvido, vira fonte de energia para o corpo e, para tal, depende de uma enzima, chamada de lactase, produzida naturalmente pelo próprio organismo.

Ocorre que, em algumas pessoas essa função está prejudicada e o corpo não produz a enzima ou faz em quantidade insuficiente, gerando a “intolerância”!

Embora os sintomas surjam, em grande maioria, como consumo do leite, também aparecem nos derivados – queijos, iogurtes e até suplementos – variando a gravidade de acordo com a quantidade ingerida e frequência.

A lactose – não digerida e absorvida – pode levar ao acúmulo de líquido no intestino delgado e ocasionar quadros de diarreia, bem como no intestino grosso, por ações das bactérias, ocorrer fermentação, desencadeando flatulência, constipação, ruídos intestinais, dores, sensação de “estufamento”, cólicas e distensão abdominal!

Dentre as possíveis causas e tratamentos, destacamos:

1. Deficiência natural na produção de lactose, que se subdivide em:

1.1 Primária – Nasce com alta produção da enzima e, à medida que envelhece, decai progressivamente até chegar ao ponto de quase ou total insuficiência (condição natural e inerente a maioria das pessoas)

1.2 Congênita – A capacidade de produção da enzima é reduzida ou inexistente

Nas duas situações o tratamento inexiste e ideal é eliminar o consumo do leite/derivados, substituindo por produtos vegetais (à base de coco, amêndoas, castanhas) evitando assim toda a “cascata inflamatória” produzida pela lactose!

2. Intolerância “secundária”, tendo como “gatilhos”: infecções, uso crônico de medicamentos, doença celíaca, alergias alimentares, o supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO).

Nesses casos, tratada a doença, ocorre a total recuperação da mucosa intestinal e a capacidade de produção da enzima (lactase) normalizada. Sendo, portanto, reversível!

A boa notícia é que, para os “apaixonados” pelo leitinho da vaca e que não abrem mão dos queijos, iogurtes e manteiga na mesa, existe a possibilidade de ingerir a própria enzima antes, durante e/ou após as refeições, reduzindo consideravelmente os sintomas, desconfortos e mal estar!


*Patrícia Aroucha – Nutricionista Clínica, Esportiva e Estética. Email:
patiaroucha@gmail.com. Colaboradora do blogdellas.

Redação – Texto compartilhado (DP).

E-mail: redacao@blogdellas.com.br

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