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Hospital da Pessoa Idosa zera registros de infecção urinária na UTI em período de mais de um ano 

Último caso aconteceu em fevereiro de 2024; resultado comprova os esforços do serviço para garantir uma assistênica segura e com qualidade   

O Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa (HECPI), unidade ligada à Prefeitura do Recife, comemora a marca de mais de um ano sem registro de infecção do trato urinário (ITU) na unidade de terapia intensiva (UTI) relacionada a dispositivo, que são aqueles casos associadas ao uso de dispositivos como cateteres. O último caso registrado no serviço foi em fevereiro de 2024.

O resultado se soma aos conquistados desde o início da implantação do Saúde em Nossas Mãos, projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), na UTI.

Na última semana, no dia 6 de agosto, o hospital recebeu a visita do Hospital Israelita Albert Einstein para acompanhamento das atividades do projeto que tem o objetivo de agregar estratégias e ações para reduzir em 50% as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) na UTI do HECPI no triênio 2024-2026. Foram apresentados dados que mostram quedas signficativas nos registros.

No primeiro semestre de 2025, a unidade reduziu em 90% os casos de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV) na UTI em comparação ao mesmo período de 2024. O número caiu de 6 para 1 registro. Os casos de Infecções Primárias de Corrente Sanguínea (IPCL) também apresentaram queda de 60%. Nos primeiros seis meses de 2024 foram contabilizados 5 casos de IPCL. Em 2025, no primeiro semestre, foram registrados 2 casos.

“Com a visita do Einstein a gente pôde ver um pouco de todas as modificações que fizemos pra melhorar o controle de IRAS na UTI, além de conseguir enxergar oportunidades de melhoria dos processos. Tem sido notório o engajamento da equipe e cada dia mais a gente vai procurando modos de aperfeiçoar a nossa qualidade. O benefício disso é um paciente melhor assistido, seguro e sem infecções”, destaca a Rebeca Aragão, enfermeira líder da UTI do HECPI.

Midiã Martinez Matias, consultora do Escritório de Excelência do Hospital Israelita Albert Einstein e integrante do projeto colaborativo Saúde em Nossas Mãos, avalia o andamento do projeto na unidade.

“O objetivo da nossa visita foi observar os processos e como estão sendo desenvolvidos aqueles que focam na redução das IRAS (Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde). O hospital tem uma equipe muito receptiva e que se mostra muito aberta a receber novas orientações e ideias. É uma equipe muito participativa e tem sido um prazer acompanhar a unidade”, detalhou a consultora.

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são um dos eventos adversos mais frequentes associados à assistência à saúde e um grave problema de saúde pública que afeta a segurança do paciente. Elas aumentam a morbidade, a mortalidade e os custos a elas relacionados.

As medidas adotadas desde a implantação do projeto “Saúde em Nossas Mãos” para redução das IRAS impactam em processos tanto assistenciais quanto administrativos. Dentre as ações para reduzir os casos, o setor intensificou as auditorias para monitoramento da higiene das mãos por parte dos profissionais e alterou o local de preparo de medicação do paciente internado na UTI.

Sobre o PROADI-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.Hoje, a iniciativa reúne seis hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão, incluindo Hospital Israelita Albert Einstein, apoiador do projeto no HECPI.

HPS

A equipe do Hospital Israelita Albert Einstein também esteve, na terça-feira (5/8), no Hospital Pelópidas Silveira (HPS), unidade administrada pela FGH Saúde, assim como o HECPI. A UTI da unidade já estava participando do projeto Saúde em Nossas Mãos desde o final de 2024 e, a partir de agora, também integrou o bloco cirúrgico e a emergência na iniciativa. O serviço ainda participa do “Modelo de Custeio”, vertente do projeto para analisar e calcular a economia gerada a partir das infecções evitadas.

Redação com assessoria Foto: divulgação

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

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