Governo faz licitação para concluir Elevado Bom Pastor, na Caxangá, e transformá-lo em estação de BRT e parque urbano

Depois de mais de 10 anos de esquecimento, o governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), lançou a licitação para executar as obras que vão finalizar o Elevado Bom Pastor, na Avenida Caxangá, convertendo-o em estação funcional do BRT no nível superior e em Parque Urbano no nível inferior.
O certame, publicado pela Secretaria de Administração no Diário Oficial, tem valor máximo estimado de R$ 19.121.477,70 e sessão de disputa marcada para 4 de setembro de 2025, às 10h (horário de Brasília).
O novo projeto encerra um ciclo de abandono de mais de uma década e devolve sentido de mobilidade ao corredor Leste-Oeste. “Hoje, a existência do viaduto incompleto piora o sistema; vamos dar a ele a funcionalidade de uma estação de BRT”, afirma Francisco Sena, secretário-executivo de Desenvolvimento Urbano.
“Novo projeto executivo elaborado pela equipe técnica da Seduh, aproveitou melhor os espaços para devolver o equipamento à sociedade”, pontuou Sena.
O que será feito
● Estação de BRT no nível superior do elevado, com escada rolante e elevador para acesso seguro e acessível.
● Requalificação completa do espaço inferior, com paisagismo, pequenas quadras, quiosques e ordenamento do comércio local, atendendo, inclusive, o público do Hospital Barão de Lucena.
● Integração à operação do sistema. Após a obra concluída, a estação será incorporada à concessão e administrada pela Nova Mobi, que participou da concepção técnica junto à Seduh e ao Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM).
Por que concluir o elevado
A decisão técnica foi baseada no ganho de mobilidade ao fechar a lacuna entre paradas da Caxangá e restabelecer a lógica de corredor expresso. “Faz sentido ter a estação funcional ali; o problema foi que nunca lhe deram funcionalidade”, diz Sena. A intervenção melhora o fluxo na Caxangá, elimina paradas improvisadas na avenida e reduz deslocamentos excessivos entre estações.
As obras serão financiadas com recursos do Novo PAC Mobilidade – Cidades Sustentáveis e Resilientes (OGU, não reembolsável) e contrapartida do Estado, sendo aproximadamente R$ 15 milhões do governo federal e R$ 4 milhões dos cofres estaduais.
Para viabilizar os recursos, o Estado comprovou ao Ministério das Cidades sua capacidade de entrega, apresentando histórico recente de obras retomadas e concluídas com fluxo de pagamentos regular e gestão ativa, a exemplo do Terminal Integrado de Igarassu, obra parada há mais de 10 anos e que foi entregue à população em maio deste ano, um ano depois de ser retomada pela administração estadual.
“Mostramos na prática que mudamos o padrão de execução: projetos bem detalhados, licitações robustas e obra medida é obra paga. Isso deu segurança técnica e fiscal ao governo federal para autorizar o aporte”, ressalta Francisco Sena.
Após a sessão da licitação, o início da obra está previsto em até dois meses (outubro/início de novembro), com prazo de execução de 10 meses.
Governança e entrega
Sena destaca o padrão de gestão adotado pela atual administração. “Somos rigorosos no processo licitatório e duros na cobrança. Quem contrata precisa cumprir requisitos e comprovar capacidade”. Para assegurar ritmo, o governo garante fluxo financeiro. “Boletins de medição são pagos em até 15 dias. Sem desculpas para não entregar”.
Segundo ele, tirar do papel obras inacabadas – especialmente nos corredores de BRT – é compromisso do governo, inclusive na melhoria da mobilidade urbana. “O Elevado Bom Pastor vai deixar de ser símbolo de descaso para virar solução de mobilidade e espaço público qualificado”.
Redação com assessoria Foto Seduh divulgação
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