Governadora pede a deputados união por Pernambuco em 2026 e que “se faça campanha na época devida”

A governadora Raquel Lyra disse aos deputados estaduais na abertura dos trabalhos do ano legislativo esta segunda-feira que “por ser ano eleitoral, 2026 requer uma responsabilidade política ainda maior dos poderes constituídos e apelou à união em prol de Pernambuco” adiantando: “ o futuro não se constrói com gritos mas com serenidade, coragem e trabalhando incansavelmente”. Antes ela tinha agradecido a parceria da Assembleia e dos prefeitos explicando, após fazer um balanço de suas ações até agora, que só pode avançar “porque houve diálogo e respeito acima de tudo”.
Raquel ignorou o discurso duro feito no início da sessão pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto, que lhe faz oposição e que, sem citá-la, falou em “ ataques à imagem do legislativo” e em “tentativas patrocinadas por aqueles que querem um legislativo submisso, acovardado e inerte,” concluindo :”não serei silente diante das agressões, não me apequenarei perante aqueles que, por motivos inconfessáveis, nos querem como um poder subalterno, subserviente e subjugado”.
Ambiente mais sereno
Para dois poderes que vivem em constante refrega desde que a governadora foi eleita, a sessão desta segunda foi até mais tranquila do que as de 2024 e 2025. Em 2024 o presidente usou palavras inconvenientes para se referir a ela enquanto a mesma discursava e ele não sabia que o áudio da mesa estava aberto, e em 2025 quando ela, não só ouviu outro discurso duro de Álvaro, mas também o do líder da oposição, deputado Diogo Moraes. O barulho maior foi patrocinado por dois pequenos grupos de policiais civis e defensores do passe livre que ocuparam parte das galerias e gritaram palavras de ordem mas foram abafados pelas palmas da maioria dos presentes nas galerias, da bancada do Governo e do secretariado que acompanhou a governadora.
O Palácio do Campo das Princesas, que só confirmou a ida de Raquel à Alepe na hora do almoço usou uma estratégia para não submetê-la a ouvir o discurso do líder da oposição, deputado Cayo Albino. O objetivo foi atingido. Tão logo concluiu seu discurso ela deixou a Assembléia, alegando a necessidade de atender a outros compromissos, e o plenário foi esvaziado assim como as galerias. Dos 42 deputados presentes no início da sessão menos de 15 permaneceram para ouvir Cayo Albino e a líder do Governo, deputada Socorro Pimentel que tiveram direito a fala no final.
Redação Blogdellas Foto: Yacy Ribeiro/Secom
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