Voto das mulheres tirou pontos de Raquel mas sua avaliação positiva continua intacta

 

 

A governadora Raquel Lyra foi vítima nesta última semana de uma campanha de desconstrução de imagem feita pela oposição que, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, pode explicar o fato dela ter perdido dois pontos e o ex-prefeito João Campos ter ganho dois pontos. Ele mostrou que no dia 8 de setembro 38% das mulheres declaravam voto em Raquel e este percentual caiu para 34%, já João Campos tinha na época 39% dos votos femininos e agora tem 43%. A diferença passou de 1% para 9%. Já entre os homens Raquel tinha 47% e João 36% e agora ela tem 49% e ele 35%.

A celeuma muito explorada nas redes sociais se referia a um vídeo de 2025 em que a governadora estava conversando sobre uma mãe que já tinha sete filhos e se discutia como ajudá-la a fazer um procedimento para limitar o número de filhos e alguém falou que ela podia não querer fazer laqueadura e Raquel sugeriu fazer assim mesmo. A governadora se desculpou e afirmou que a fala foi tirada de contexto não reproduzindo exatamente o que se falava mas com a repetição na Internet o vídeo viralizou e provocou um efeito dominó.

Este vídeo vai continuar tendo repercussão ou já causou o que podia de negativo para a candidata? É difícil saber mas na mesma pesquisa Quaest Raquel continua bem avaliada pela população. Dos entrevistados, 61% disseram que aprovam seu Governo e apenas 27% não aprovam (12% não souberam ou não quiseram responder) e 63% afirmaram que ela merece ser reeleita e 32% acham que ela não merece.

A avaliação positiva da administração da governadora está em 47% e a negativa em apenas 13%. Os que a consideram regular são 34% e 6% não souberam ou não quiseram responder. Nesse quesito se costuma deixar de lado o regular e examinar a diferença entre as avaliações positiva e negativa.  A variação positiva pró-Raquel é de 34%.

Ontem após a divulgação do levantamento dois especialistas ouvidos por este blog levantaram outra possibilidade de interferência na intenção de voto que é a presença do presidente Lula na Televisão desde o início da propaganda eleitoral pedindo votos para João, Marília e Humberto, o que explicaria o fato de Marilia e Humberto continuarem nos dois primeiros lugares na pesquisa para o Senado e João ter subido. Acreditam, no entanto, que no final a imagem da governadora sobre trabalho e entrega vai se sobressair  e o resultado será apertado mas ela tem chance real de vencer.

A natureza das pesquisas

Muita gente tem discutido as pesquisas eleitorais e a forma como são realizadas. Com a modernização das comunicações há pesquisas sendo feitas até pela Internet, quando corre-se o risco de erros pois respondem mais as pessoas realmente engajadas e isso pode distorcer resultados. A Quaest publicada esta quarta é feita de forma domiciliar, as pessoas são ouvidas em casa. A Datafolha que sai esta quinta é feita por fluxo contínuo. Os pesquisadores vão para as ruas e ouvem as pessoas que estão se deslocando para o trabalho, o lazer, ou voltando para casa. 

Senado continua indefinido

Pernambuco nunca experimentou um quadro tão aberto na pesquisa para o Senado mas ontem especialistas explicavam que, embora em outras campanhas os senadores pontuassem mais do que agora, o eleitor só costuma se definir nos últimos dias de campanha. Em função disso continuaram informando que qualquer um dos cinco principais candidatos pode vencer. Tudo vai depender da força deles próprios mostrando o que já fizeram pelo estado e o que se propõem a realizar. O fato de Marília e Humberto permanecerem nos dois primeiros lugares se dá pela força de Lula, no caso de Marília, e do trabalho realizado e do PT no caso de Humberto. Há ainda a possibilidade, segundo eles, da governadora mostrar muita força para ajudar seus candidatos elegendo um ou os dois. A ver.

A eleição de Pernambuco vai ser tensa até o final?

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