Só Fernando Dueire se salva da judicialização do MDB. Iza Arruda e Jarbas Filho podem mudar de partido

 

A deputada federal Iza Arruda e o deputado estadual Jarbas Filho, representantes do MDB  na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, vão precisar, pelo andar da carruagem,  mudar de partido em abril para poder disputar a reeleição. Apesar do esforço do ex-deputado federal Raul Henry que levou esta semana a Brasília potenciais candidatos a deputado federal para encontro com o presidente nacional Baleia Rossi, até agora, como comprovou este blog em consulta realizada ao sistema do  Tribunal Superior Eleitoral esta terça-feira, o MDB de Pernambuco “está com prazo de validade expirado” e todos os membros do Diretório, eleitos na Convenção de 24 de maio, constam como “inativos”.
(veja anexo abaixo)

Como os partidos precisam de prazo para formar chapas, a instabilidade jurídica do MDB levou quase todas as pessoas que desejavam  se filiar à legenda para disputar mandato em 2026 a desistirem pois não confiam que a judicialização seja encerrada a tempo de compor chapas proporcionais. Em vista disso, só o senador Fernando Dueire, que é candidato à reeleição, pode disputar sem correr risco pois seu cargo é majoritário, não havendo necessidade de composição com outros nomes para se viabilizar.

Na surdina, tanto Iza Arruda quanto Jarbas Filho já analisam propostas de outras legendas. Jarbas Filho pode se filiar ao PSD, da governadora Raquel Lyra, e Iza tem conversado com outros partidos, incluindo o PSB, do prefeito João Campos. Situação curiosa é a do deputado estadual Waldemar Borges que, por força de uma composição política na Assembleia, se filiou ao MDB mas, dá-se como certo nos bastidores da Alepe, que ele não terá dificuldade de voltar ao PSB em abril, na janela partidária, a tempo de concorrer pelo partido socialista.

Em torno de João e Raquel

O MDB se dividiu depois que um grupo, liderado por Raul Henry, se aliou à candidatura a governador do prefeito João Campos e outro, que tem como líderes Fernando Dueire e Jarbas Filho,  rumou para a base da governadora Raquel Lyra. Na Convenção estadual de 24 de maio último a chapa vencedora foi de Raul Henry que, enquanto festejava a conquista, declarou apoio ao prefeito do Recife. Posteriormente, no entanto, diretórios municipais da legenda, alegando irregularidades, judicializaram o processo que até hoje não foi resolvido e ninguém acredita que o será pelo menos até abril. Sempre que um lado consegue uma vantagem o outro trabalha para derrubar a conquista e o processo não chega ao fim.

Inadimplência

Para que o partido não ficasse inadimplente inclusive com seus funcionários, Raul Henry conseguiu anuência provisória da justiça para continuar administrando o orçamento partidário, mas não pode ir além disso. Depois de passar por juízes e desembargadores, o processo  chegou há poucos dias ao TSE mas não se sabe se alguma decisão será tomada antes do recesso de final de ano do Poder Judiciário. E quanto mais demora mas fica difícil vislumbrar uma solução.

Carlos Veras foi relator da cassação de Ramagem e Eduardo

O deputado federal pernambucano Carlos Veras, do PT, atual 1º secretário da Câmara Federal, foi relator dos dois processos aprovados esta quinta-feira pela Mesa Diretora cassando os mandatos dos deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que estão  nos Estados Unidos.

Quando termina a briga judicial que paralisou o MDB de Pernambuco?

E-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com

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