Semana de tensão política, debates e definições para Governo do Estado e Senado

 

A exatos sete dias do primeiro turno da eleição que será que no próximo domingo, dia 4 de outubro, a não ser que as pesquisas que começam a ser divulgadas esta terça-feira mostrem um cenário diferente, o final desta campanha será um dos mais emocionantes vividos na história de Pernambuco após a redemocratização. Com os dois principais concorrentes ao Governo do Estado, a governadora Raquel Lyra e o ex-prefeito do Recife João Campos, em empate técnico, embora a governadora tenha estado sempre à frente do seu principal adversário desde que conseguiu suplantá-lo, o quadro embolou também para o Senado.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, disse este sábado que é totalmente imprevisível a eleição para a chamada Casa Alta do Congresso Nacional, sendo impossível dizer hoje quais dos cinco principais candidatos vão ser eleitos. Apesar de Pernambuco ter a tradição do candidato à reeleição se eleger e garantir a vitória dos seus dois senadores este fato se deu quando o vencedor ganhou a eleição a uma distância razoável. Até o momento não é essa a tendência. Mesmo vencendo, se for o caso, a governadora pode não ficar tão distante de João Campos e acabar ajudando a eleger apenas um senador. O outro seria do palanque adversário.

No caso do deputado federal Mendonça Filho se eleger sua vitória será creditada muito mais à direita e aos bolsonaristas do que a Raquel, pois ele está concorrendo na condição de avulso, apesar de apoiar a governadora. No caso, considerado improvável, dos dois candidatos de esquerda, Marília Arraes e Humberto Costa, saírem vencedores, Pernambuco terá pela primeira vez seus três senadores do mesmo campo político já que a atual senadora do PT, Teresa Leitão, tem mais quatro anos de mandato. A tradição tem sido de vitória de um senador de esquerda e outro de centro ou centro-esquerda. Com base nisso os governadores candidatos à reeleição, como fez Raquel Lyra este ano, sempre procuraram compor uma chapa mista com um nome de esquerda e o outro mais conservador.

Casas Azuis

A governadora Raquel Lyra se comprometeu com o candidato ao Senado, Eduardo da Fonte, de expandir para todo o estado a experiência das Casas Azuis, uma iniciativa de Eduardo que contou com a ajuda de prefeitos de dezenas de municípios. Essas casas, construídas com recursos de emendas parlamentares e mantidas pelos municípios, prestam assistência às crianças com autismo e outras deficiências. Em ato em Pesqueira este domingo Raquel visitou a unidade pesqueirense e disse que ela será modelo para a expansão da iniciativa.

Campanha de Raquel vai recorrer ao STF

A campanha da governadora Raquel Lyra  vai recorrer da decisão do ministro do STF, Dias Toffoli,  que  determinou ao TRE a retirada da Federação da PSDB/Cidadania da propaganda eleitoral da Coligação Pernambuco de Coração formada pelos partidos que apoiam Raquel. Segundo Toffoli, a decisão da direção nacional da Federação de recomendar a neutralidade na disputa pelo Governo do Estado deverá ser considerada. Em sua defesa a coligação vai argumentar que não houve desrespeito porque o TRE e o TSE concordaram que a convenção estadual foi válida e decidiu pelo apoio à governadora e só depois é que a decisão nacional foi tomada.

Pesquisas da semana

A rodada de pesquisas desta semana começa esta terça com a divulgação do último levantamento da Quaest. Contratada pelo Grupo Globo, a pesquisa ouvirá 1.302 eleitores entre os dias 25 e 28 de setembro. Outra pesquisa nacional será a do Datafolha que será divulgada nesta quinta-feira. Contratada pela Folha de São Paulo e TV Globo o instituto vai ouvir 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1.o de outubro. Os dois levantamentos têm margem de erro de 3 pontos percentuais e confiabilidade de 95%.

 

O que vai mostrar a Quaest que apresentou uma diferença de apenas 2 pontos entre Raquel e João na semana passada?

 

e-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com.br

Compartilhar