Sem resposta do PSD Federação União Progressista só fará convenção depois da de Raquel

A Federação União Progressista não conseguirá fazer sua convenção antes do dia 02 de agosto, como sugeriu a governadora Raquel Lyra, porque até agora o PSD não deu resposta a uma proposta de ata feita em reunião realizada quinta-feira passada com a participação do jurídico das duas partes e do presidente estadual da Federação, deputado federal Eduardo da Fonte. Como uma convenção precisa ser convocada cinco dias úteis antes do prazo de realização, se o acordo sobre as atas fosse celebrado esta terça-feira, o encontro só poderia ser realizado na próxima segunda-feira, dia 03 de agosto.
“As duas atas precisam ser feitas de comum acordo para que não haja problemas depois” – afirmou a este blog Eduardo da Fonte. Enquanto isso não acontece o mais provável é que a governadora faça sua convenção com apenas um candidato ao senado, o deputado federal Túlio Gadelha, e, se desejar, manifeste na ata do PSD que fica aberta a possibilidade de inclusão posterior da participação da Federação União Progressista no mesmo grupo com um candidato ao Senado.
Isso não vai impedir que no dia 1º, como já foi estabelecido em edital, o PP e o União Brasil, os dois partidos federados, façam suas convenções próprias nas quais só poderão homologar os candidatos a deputado federal e estadual. As duas legendas não podem sozinhas definir candidaturas majoritárias e nem se comprometer com o apoio à reeleição da governadora. Esse poder só tem a Federação em sua própria convenção. Portanto, no dia 1º, nenhum dos partidos pode, por exemplo, indicar Eduardo da Fonte, no caso do PP, ou Miguel Coelho, no caso do União Brasil, como candidatos ao Senado.
O silêncio do PSD é até agora uma incógnita. Só quem pode falar do assunto é a governadora que é presidente estadual da legenda e ontem viajou para o interior e só deve regressar ao Recife na próxima quinta-feira. O seu substituto seria o vice-presidente, André Teixeira que não tem dado entrevistas e nem atendido o telefone para tratar do assunto. O encontro entre o PSD e a Federação para discutir as atas foi marcado pelo secretário da casa civil, Túlio Vilaça, por autorização de Raquel, após o encontro realizado em palácio com prefeitos e deputados estaduais do PP, seguido de outro em que a governadora recebeu os deputados federais Lula e Eduardo da Fonte.
Boatos proliferam
A indefinição e a falta de notícias tem provocado enorme boataria nos bastidores e nas redes sociais sobre a composição final da chapa para o Senado. Ontem, além dos nomes de Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, pela União Progressista e do senador Fernando Dueire, do PSD, foi ventilada a hipótese do ex-senador Armando Monteiro, filiado ao Podemos, vir a ser o escolhido. Armando chegou a ser citado antes para o Senado mas ele próprio declarou não ter interesse. Seu nome, porém, poderia, ao lado do de Fernando Dueire, vir a surgir como um tertius ou como uma tentativa de consenso.
Dissidência petista em ação
Aos poucos está ganhando corpo a composição da dissidência do PT que favorece a governadora Raquel Lyra. O cordão foi puxado pelo prefeito de Tabira, Flávio Marques, e aumentou esta segunda com a licença concedida pelo PT ao presidente do partido no Recife, vereador Osmar Ricardo por exatos 73 dias, para que ele possa participar da coordenação da campanha da governadora na capital. Outros prefeitos devem se manifestar oficialmente a partir de agora.

O que está travando um entendimento entre o PSD e a Federação União Progressista?
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