Raquel Lyra inicia obra mais importante do seu Governo, cresce nas pesquisas mas ainda não alcança João Campos

 

A governadora Raquel Lyra dá esta sexta-feira o pontapé inicial à obra mais importante do seu Governo e esperada há mais de 10 anos pelos pernambucanos: o Arco Metropolitano, que vai criar um novo corredor viário circulando o Grande Recife, capaz de romper o gargalo que atualmente paralisa os centros das principais cidades, por onde circulam 80% caminhões de transporte de mercadorias e produtos industriais e que serão deslocados para o Arco quando ele ficar pronto. A obra inicia no trecho Sul que liga Moreno ao Cabo de Santo Agostinho e ao Porto de Suape com investimentos de mais de R$ 600 milhões dos cofres do estado e que, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcante, se tudo acontecer como previsto, deve estar concluído no final de 2026.
            
Nos meios políticos e econômicos pernambucanos se diz que o Arco Metropolitano vai impulsionar a economia do estado até mais do que foi capaz de proporcionar a duplicação da BR-232 que marcou, em definitivo, a administração do ex-governador Jarbas Vasconcelos. Mas ele será capaz de ajudar Raquel a conquistar a reeleição em outubro de 2026? O Arco chega no momento em que a governadora cresce nas pesquisas mas ainda está longe de superar seu principal adversário, o prefeito do Recife, João Campos. Esta quinta-feira a nova pesquisa Big Data, apesar de registrar um quase empate técnico entre os dois concorrentes no levantamento espontâneo – João(PSB) tem 18% e ela 14% –  na pesquisa estimulada o prefeito, que perdeu quatro pontos de setembro para cá, tem 55%; Raquel(PSD), que cresceu quatro pontos, está com 28%, o vereador Eduardo Moura (PL) tem 7% e Ivan Moraes (PSOL) tem 3%. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos.

Como vai ser construído de forma independente das demais rodovias, o Arco não criará problema de circulação na malha viária atual, assim como, não tendo obstáculos pela frente, fluirá de forma mais rápida, segundo os técnicos do Governo que participaram da elaboração do projeto. Diferente da duplicação da 232, construída ao lado da atual e que enfrentou muitos obstáculos causando transtornos e insatisfação na população, a nova obra não terá essas dificuldades. Também não há conflito ambiental a ser resolvido. Ela já tem todas as licenças para ter andamento. Também tem outra vantagem: vai ser tocada, ao mesmo tempo, em Moreno e no Cabo de forma que os dois lados se encontrem no meio do caminho reduzindo pela metade o tempo de construção.

De olho no segundo trecho

A governadora, que tomou para si o primeiro trecho da rodovia, não vai deixar de acompanhar o segundo, o trecho norte, que vai ser construído com recursos federais. Ela, segundo um assessor próximo, vai pessoalmente tratar do acordo com os ambientalistas de forma rápida e cobrar do Ministério das Cidades, hoje comandado pelo ministro Renan Filho, seu amigo, rapidez nos encaminhamentos para que esse novo trecho comece em 2026 ou, no máximo, no início de 2027.

Kaio garante: senador é Eduardo da Fonte

Sobre as últimas andanças do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, em Pernambuco quando disse que Miguel Coelho é o nome do seu partido para disputar o Senado em 2026 e afirmou estar falando pela Federação União Progressista, que juntou PP e União, o secretário de turismo de Pernambuco, deputado Kaio Maniçoba, do PP, disse a este blog: “Respeito muito Miguel Coelho e sua trajetória mas ele sabe que, na Federação, é voto vencido. O nosso candidato pela sua história e serviços prestados a Pernambuco é o deputado federal Eduardo da Fonte”.

Senado na mesma indefinição

A Big Data em sua pesquisa que ouviu 1.200 pessoas entre os dias 9 e 10 deste mês, testou cenários para o Senado. Em um deles Humberto Costa tem 26%, Miguel Coelho 24%, Anderson Ferreira 19% e Fernando Dueire 9%. Em outro Marília Arraes tem 24%, Humberto Costa 19%, Silvio Filho 17%, Anderson Ferreira 17% e Eduardo da Fonte 15%. A administração da governadora é aprovada por 50% dos entrevistados e desaprovada por 47%.  Dos entrevistados 27% classificam sua administração como ótima e boa, 44% como regular e 27% como ruim ou péssima, 2% não souberam ou não quiseram responder?

Como vai terminar a disputa entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho pela disputa para o Senado na Federação União Progressista?

E-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com

Compartilhar