Prefeito João Campos lança pré-candidatura a governador na ausência do PT

Decidido a renunciar ao mandato de prefeito do Recife no próximo dia 02 de abril para concorrer ao Governo do Estado, o prefeito João Campos lança sua pré-candidatura esta sexta-feira às 12h no Hotel Luzeiros, em Boa Viagem. O evento deve contar com presença dos candidatos a vice-governador, Carlos Costa, do Republicanos, e com a candidata do Senado Marília Arraes, do PDT. O outro pré-candidato ao Senado, o atual senador do PT, Humberto Costa, não vai estar presente assim como toda a direção do partido que se encontra no interior participando das plenárias da legenda no sertão.
João pensava em fazer o lançamento oficial de toda a chapa nesta sexta, mas como Humberto Costa não vai estar presente, a proposta foi adiada até que o PT reúna seu diretório no dia 28 para discutir as alianças para a eleição deste ano.
Em entrevista esta quinta-feira na cidade de Tabira, o presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, reconheceu que a legenda está dividida com uma ala defendendo o apoio a João e outra à governadora Raquel Lyra e é necessária uma discussão internapara definir o rumo a seguir.
“Eu mesmo defendo o apoio a João por conta das alianças entre o PT e o PSB em vários estados do país, mas reconheço a importância do trabalho da governadora em todo o estado”. Segundo ele, no dia 29 o grupo que é favorável à governadora vai ter direito a defender suas ideias e pôr em votação suas propostas. Disse que o PT deve encontrar uma forma de convivência com essa corrente que tem todo o direito de se manifestar.
Um participante desse grupo composto sobretudo pela bancada estadual do PT na Alepe, que faz parte da base da governadora, disse a este blog que a corrente vai propor a liberação, sem punição, dos petistas que desejem apoiar Raquel Lyra.
A escolha da chapa de João Campos causou uma crise entre o PSB e o PT. Estava acertado que o PT seria ouvido na composição em torno do candidato ao senado que dividiria as atenções com o senador Humberto Costa. A escolha da ex-deputada federal Marília Arraes sem que o PT fosse ouvido – alguns petistas acham que Marília atrapalha a eleição de Humberto pois os dois disputam no mesmo campo- levou o PT a se afastar, estrategicamente, do assunto anunciando em nota que não compareceria ao lançamento da chapa. Agora só resta aguardar o que vai acontecer.
Dança das cadeiras
O lançamento das chapas majoritárias ou a definição de parte delas provoca dança de cadeiras no estado e na Prefeitura. No estado foram afastados os presidentes da Ceasa, Lafepe e Porto do Recife que haviam sido indicados pelo deputado federal Eduardo da Fonte, do PP. Já está definido que o candidato ao senado de Raquel, Miguel Coelho, passará a comandar o Lafepe, o Porto do Recife e ao que tudo indica a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Na PCR os secretários de Cultura, Milu Megale, e de Desenvolvimento Urbano, Felipe Matos ocupam interinamente as secretarias de Turismo e Lazer e Desenvolvimento Econômico que estavam com o grupo Coelho, de Petrolina.
Dudu da Fonte
O deputado federal Eduardo da Fonte deve procurar a governadora Raquel Lyra depois do dia 26 quando for homologada a Federação União Progressista que une o PP e o União Brasil. A informação é de um deputado estadual do PP que defende o diálogo entre os dois. Ele disse que Dudu será o presidente estadual da Federação e que embora a governadora já tenha convidado Miguel Coelho para disputar uma das vagas do Senado na sua chapa, é necessário que o PP que até agora deu sustentação ao Governo na Alepe continue sendo considerado pelo Palácio das Princesas.Ele garantiu que todos os deputados estaduais da legenda mantém o apoio a Raquel Lyra.

Eduardo da Fonte tem condições de reatar o relacionamento com a governadora depois de ter negociado com o prefeito João Campos?
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