PP, União Brasil, MDB e PL continuam na incerteza sobre quem apoiar para governador

O carnaval passou, a janela partidária se aproxima, permitindo a deputados de mandato mudar de partido sem sofrer punição, mas em Pernambuco quatro importantes legendas continuam na incerteza sobre o caminho a seguir na eleição para o Governo do Estado. O PP e União Brasil, que formam uma Federação, estão com um pé no palanque da governadora Raquel Lyra e o outro no do prefeito João Campos, já que seus prováveis candidatos ao Senado, Eduardo da Fonte, do PP, e Miguel Coelho, do União Brasil , não resolveram o que fazer pois Eduardo da Fonte é da base da governadora e Miguel Coelho está entendido com João Campos.
O MDB passa por um dilema com um pré-candidato a senador, Fernando Dueire, que busca a reeleição, e candidatos a deputado federal mas permanece na incerteza, dependendo de uma decisão judicial sobre que grupo terá o direito de dirigir a legenda: o de Dueire ou o do ex-deputado federal Raul Henry. Já no PL a situação é inversa. Como a governadora Raquel Lyra e o prefeito João Campos estão de namoro com o presidente Lula, como ficou claro no desfile do Galo da Madrugada, o bolsonarismo permanece na espreita. Ou lança um candidato a governador e pelo menos um a senador ou entra na concorrência apenas para deputado federal e estadual.
Esta segunda-feira, o PP se reúne para tomar decisões. Hoje o partido tem oito deputados estaduais e três federais e apoia a governadora na Assembleia Legislativa mas, dependendo da Federação com o União Brasil que obriga os dois partidos a caminharem juntos, ainda não cravou o seu destino. Como a Federação, embora formada, não recebeu o aval final do TSE, a grosso modo, o partido pode tomar uma decisão isolada e esperar o que vai acontecer até o final de março. Já o União Brasil poderia fazer o mesmo que vai fazer o PP mas como Miguel Coelho depende ainda de uma legenda para integrar a chapa de João Campos e não deseja se arriscar, ele pode, depois do dia 10, como teria se comprometido com o prefeito, vir até a mudar de legenda. Tudo, por enquanto, é incerto.
Sem feminicídio
O Cabo de Santo Agostinho acaba de completar um ano sem feminicídio. O prefeito Lula Cabral atribui o feito a políticas municipais de proteção às mulheres. Se o trabalho está dando certo os demais municípios deveriam seguir o exemplo para evitar que Pernambuco continue com grande número de mulheres sendo assassinadas pelos companheiros. Interessante observar que a violência em geral no Cabo é muito alta. O município está entre os primeiros em número de assassinatos no estado, o que, no caso, tem atingido mais os homens.
Casamento de João e Tábata
O prefeito João Campos se casa este sábado com a deputada federal Tábata Amaral. A cerimônia será oficiada pelo monsenhor Luciano Brito, amigo do prefeito, e está marcada para a Igrejinha da Praia dos Carneiros. Entre os convidados, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os senadores Teresa Leitão e Humberto Costa e os ministros Silvio Costa Filho e José Múcio, deputados federais e estaduais e alguns prefeitos. Informação da jornalista Roberta Jungmann aponta que a lua de mel será de poucos dias no Exterior.

O que vai definir o PP de Eduardo da Fonte esta segunda-feira?
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