Pouca frequência marca atos da esquerda contra a anistia e direita ironiza

 

Manifestação na avenida Paulista neste domingo. Foto CNN

Os sete atos marcados pela esquerda para este domingo em igual número de capitais brasileiras para se posicionar contra a anistia aos presos no dia 08 de janeiro de 2023 foram muito menores do que o esperado. Se a concentração dos bolsonaristas no último dia 16 no Rio ficou muito aquém dos 500 mil militantes que o ex-presidente prometeu reunir, levando a esquerda a imaginar que haveria clima para o contraponto, a resposta foi ainda pior. Poucos militantes apareceram até mesmo em São Paulo, terra do deputado federal Guilherme Boulos, organizador das manifestações que contaram com o apoio de movimentos sociais como MTST, MST, UNE e CMP. Em certos momentos viam-se mais faixas e cartazes do que pessoas.

– “A gestão não é o público – desculpou-se Boulos em entrevista à CNN – não podemos é deixar as ruas com o bolsonarismo. Não podemos cair na armadilha bolsonarista de querer comparar a anistia aos golpistas com a anistia de 1979”- afirmou. Boulos não explicou porque no ato de São Paulo não estiveram presentes os ministros do presidente Lula ou figuras mais proeminentes do petismo. Nem Boulos e nem os demais políticos presentes quiseram fazer estimativa de público.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) admitiu à mesma emissora “a direita tem muito mais capacidade de mobilização pois tem o apoio de segmentos religiosos e de patrocínios. Este é um ato da esquerda consciente que cumpre um papel importante”. Disse, no entanto, que melhor teria sido propor, ao invés de uma manifestação contra a anistia chamar os militantes para pedir a prisão de Jair Bolsonaro. O advogado Luís Eduardo Greenhalgh, ex-deputado federal do PT opinou que as pessoas podem não ter se sentido à vontade para tratar do tema da anistia por terem nas décadas de 70 e 80 pedido anistia para a esquerda. Para ele o mote melhor poderia ter sido “sem perdão”.

Coube ao deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, e figura bolsonarista mais presente nas redes sociais ironizar as manifestações: “Se Bolsonaro parasse agora na avenida Paulista para tomar um cafezinho juntaria mais gente do que esta manifestação de Boulos”- opinou.

Marília critica Raquel

A ex-deputada federal Marília Arraes, presidente estadual do Solidariedade, e que tem comparecido aos atos do PSB no Grande Recife e no Interior disse este domingo em Afogados da Ingazeira, em pronunciamento na frente do prefeito João Campos, que ela, como neta, como ele, como bisneto do ex-governador Miguel Arraes, já falecido, “aprendemos que primeiro se junta o povo para depois juntar os políticos”. Se referia ao ato feito por Raquel na sua filiação ao PSD no Recife no início de março ao qual compareceram, além de populares, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e os estaduais de várias outras legendas, ministros de Lula filiados ao partido da governadora, senadores, deputados federais, estaduais e prefeitos.

Serra Talhada pega fogo

A política andou agitada no município de Serra Talhada este final de semana, onde os três principais grupos políticos apoiam a governadora Raquel Lyra. O rebuliço se deu depois que a prefeita Márcia Conrado (PT), muito ligada a Raquel, lançou o seu esposo Breno Araújo candidato a deputado estadual e conseguiu que quase todos os vereadores de sua base declarassem apoio incontinenti a Breno, incluindo os que já tinham se comprometido com a candidatura de Sebastião Oliveira, do Avante, e a do deputado estadual Doriel Barros, do PT. O deputado federal Waldemar Oliveira acusou a prefeita de descumprir acordo feito com Sebastião e pediu explicações.

João Campos vai ouvir sua militância e se candidatar pra valer a governador?

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