Partidos se desentendem sobre formação da nova mesa da Alepe e resultado é incerto

A cinco dias da eleição da nova mesa diretora da Assembleia é grande a confusão nos bastidores e completamente incerto o resultado que vai sair das urnas onde depositarão seus votos secretos os 49 deputados, na próxima segunda-feira, 2 de dezembro. Para evitar problemas e consagrar a mesma chapa vitoriosa em fevereiro de 2023, quando foram iniciados os trabalhos da atual legislatura, os deputados decidiram antecipar por um ano a votação para o mandato de 2025 a 2026, elegendo para um segundo mandato o presidente Álvaro Porto, o 1.o secretário Gustavo Gouveia e quase todos os demais membros.
A exceção foi a 1.a vice-presidência para a qual foi eleito o deputado Franscismar Pontes, do PSB, porque o deputado Aglaison Victor(PSB) ocupava pela segunda vez o mesmo cargo não podendo mais ser reeleito. Estava tudo bem até que o Supremo Tribunal Federal considerou ilegal a antecipação da escolha da mesa e anulou a votação determinando a realização de uma nova a partir de 2 de dezembro. Havia a expectativa de que esta nova eleição apenas repetisse o quadro anterior, o que foi facilitado quando a governadora Raquel
Lyra declarou em público que o atual presidente, no seu entender, deveria cuidar dos entendimentos.
A calmaria, no entanto, durou pouco. Insatisfeitos com o 1.o secretário, deputados do PP iniciaram um movimento que se estendeu a outras legendas, em busca de uma alternativa a Gustavo Gouveia, do Podemos, acabando por fechar questão em torno do deputado Francismar Pontes, do PSB. De lá para cá a confusão tem sido tamanha que nem o esforço do presidente Álvaro Porto para antecipar o anúncio do início das obras de recuperação do prédio antigo, a ser transformado em museu, e entregar à casa o espaço do Buraco Frio, totalmente recuperado, numa demonstração de que ele e Gustavo têm feito entregas produziu os efeitos desejados.
PSB quer mais do que tinha
Para conseguir o apoio do PSB a Gustavo Gouveia, contrapondo-se ao PP, Álvaro fez um acordo com a legenda, que tem a maior bancada na casa, mas os socialistas “ foram com muita sede ao pote”, como comentou ontem um deputado da base governista, e exigiram não só o cargo de 1.o vice-presidente, que está vago porque Francismar vai bater-chapa com Gustavo Gouveia, como o de 2.o secretário exercido pelo deputado Claudiano Martins (PP) muito querido na casa. Nos bastidores até deputados do PSB diziam ontem que votariam em Claudiano se isso acontecesse.
Incerteza
– “Já vi algumas eleições nesta casa mas essa é a mais incerta no meu entender. É impossível saber no que vai dar”- comentava esta quarta-feira pela manhã um deputado que costuma circular muito e acompanhar nos bastidores os entendimentos e também as intrigas, comuns em momentos como esse. Para ele o único lugar garantido mesmo é o do presidente Álvaro Porto pois há um consenso em torno disso. O nervosismo era claro dos dois lados sobretudo depois que o PP informou que daria o troco se o PSB vetasse Claudiano. Como cinco dias é muito tempo de espera em eleições de mesa-diretora onde as coisas as vezes mudam em cima da hora, tem muita gente roendo as unhas. Agora é pagar pra ver.
Rui Costa na dele
Ao contrário do que chegou a ser especulado, que o ministro Rui Costa viria Pernambuco em busca de uma união do prefeito João Campos e da governadora Raquel Lyra sobre a reeleição do presidente Lula, nada disso aconteceu. Só em uma reunião com a governadora e o prefeito no Palácio os dois estiveram no mesmo ambiente. Ao contrário do que havia sido dito, Raquel visitou a obra do Canal do Fragoso sozinha com o ministro – João não compareceu – e em seguida foi a Hospital da Criança com Rui Costa e João Campos mas não foi benvinda. Pedro Campos registrou no seu twitter que a obra só tinha recursos federais e municipais e que a governadora colocou “0” do estado em sua construção.

Como nunciou o ministro Rui Costa, o Novo PAC está mesmo livre dos cortes a serem anunciados por Haddad?
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