Partido Verde provoca Federação e causa incerteza sobre aceitação de Lara Santana e Batista Cabral
Termina esta terça-feira o prazo dado pela Justiça Eleitoral para que os partidos remetam ao TRE-PE a relação de novos filiados aptos a disputar mandatos na eleição deste ano. No caso da federação Brasil da Esperança que une o PT/PV/PCdoB cabe a cada partido, individualmente, enviar os nomes dos seus filiados mas quem define se eles serão ou não candidatos é a Federação presidida pelo deputado federal Carlos Veras, do PT, que tem até o dia da convenção entre julho e agosto para resolver homologar ou não as indicações. Como o PT tem maioria na direção da Federação sua posição é definitiva.
Como informou a este blog na semana passada, o deputado federal Carlos Veras resiste à indicação de Lara Santana, filha do prefeito de Ipojuca Carlos Santana, e de Batista Cabral, irmão do prefeito do Cabo Lula Cabral, sob alegação de que, ao contrário dos demais filiados e que são pré-candidatos, eles não tiveram seus nomes submetidos aos demais pretendentes e às regras estabelecidas em conjunto pela Federação que busca dar prioridade aos candidatos à reeleição nas três legendas, eleitos em 2022.
Desde a manifestação de Carlos Veras nem os pré-candidatos nem os prefeitos quiseram se manifestar. Apenas Carlos Santana assegurou que Lara será candidata e tudo contribui para que dispute o mandato de estadual –( Carlos Veras sugeriu que ela fosse candidata a deputada federal). Este blog apurou que os dois prefeitos, os únicos ao lado do prefeito de São Lourenço, Vinicius Labanca, que apoiam a candidatura de João Campos na Região Metropolitana, duvidam, como têm revelado a amigos, que o PT se disponha a vetar seus candidatos.
– “ Quero ver quem vai ter coragem de assumir o veto” – disse esta segunda na Alepe um deputado estadual favorável ao pleito dos dois pré-candidatos, que pediu anonimato.
Os caminhos da Federação
Na verdade, a Federação chegou a vetar deputados de mandato que procuraram os três partidos para se filiar. Como não imaginava que de última hora o Partido Verde surgiria com dois nomes que, mesmo sem mandato, são considerados muito fortes, a chiadeira é geral mas está mais presente nos pré-candidatos do PT. Só que exatamente o PT filiou uma deputada de mandato, Dani Portela, que deixou o PSOL. A alegação foi de que o compromisso com Dani foi assumido muito antes das normas estabelecidas para essa eleição.
Clodoaldo crê na paz
O presidente do partido Verde, deputado federal Clodoaldo Magalhães, muito criticado nos bastidores do colegiado, disse esta segunda a este blog que aposta em um argumento irrespondível para vencer as resistências: “com Lara e Batista a Federação pode eleger até 9 deputados estaduais”- argumenta e explica que conversou com os deputados do PV que estavam reticentes e os convenceu de que as nova filiações vão ajudar e não atrapalhar. De qualquer forma ele está conversando com o PT para evitar dores de cabeça na hora da convenção que homologará os nomes dos candidatos.
Humberto seria prejudicado
Um outro argumento que está sendo usado para convencer o PT é o de que o senador Humberto Costa sairia prejudicado diante de um veto desta natureza que afetaria dois importantes prefeitos metropolitanos. Até a candidatura de Lula a presidente vem sendo citada como argumento para vencer as resistências petistas. Vai ser difícil resistir.

A Federação PT/PV/PCdoB vai chegar inteira na prova de resistência que enfrenta nesse momento?
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