cabecalho giro politicoO peso de uma luta solitária

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Ao resumir para deputados e prefeitos que a apoiaram na luta pela reeleição como foi difícil conquistar a vitória, a governadora Raquel Lyra afirmou esta quarta-feira com ar de aliviada: “tiramos toneladas das costas”. Ela chegara a manifestar um momento de alívio ao ser surpreendida na véspera do primeiro turno, no meio de uma carreata, quando ficou sabendo do resultado da pesquisa da Quaest que a colocava na frente de João Campos cinco dias depois de outro levantamento quando o mesmo instituto anunciara um empate numérico entre os dois. Ao ser informada que a pesquisa dera 52% a ela e 47% a João, Raquel fez uma respiração profunda, registrada pelas câmaras, juntou as mãos e agradeceu aos céus.
              
Quem acompanhou de perto as administrações da governadora (duas em Caruaru e uma em Pernambuco) define seu comportamento como solitário. Por conta disso se cerca de pessoas nas quais confia cegamente e acaba absorvendo todos os problemas que chegam até ela. Não há registros de que  ouça alguém de fora, mesmo de extrema confiança. Os próprios assessores mais próximos não se arriscam a dar uma simples opinião sobre o que ela pode estar pensando a respeito de um determinado assunto. A impressão que dá é que nem eles mesmos sabem.
              
Os que a seguem há muito tempo dizem somente: “ela é assim mesmo mas tudo que faz dá certo”. Não à toa que Raquel nunca perdeu eleição, mesmo que se arrisque ao ponto de passar toda uma campanha dormindo pouco, comendo menos ainda – está com apenas 50 quilos – e elétrica como uma lâmpada de muitos megawatts. No Palácio todos sonham com uns dias de descanso, quem sabe umas férias, mas o ritmo não dá trégua. Estava prevista uma viagem de 10 dias mas ninguém sabe quando ela vai se dar o direito de descansar.
              
Fechadas as urnas, já na segunda feira reunia os secretários, os deputados da base e anunciava inaugurações que levaram uma semana inteira. As estadas nas ruas só foram espaçadas por  entrevistas à imprensa local e nacional. “Acho que ela está tão no ritmo da campanha que vai parar aos poucos. De vez não ia dar”- arrisca um secretário. Por isso as toneladas foram um desabafo sobre o fardo que carregou sem dividí-lo com ninguém.  Mas que pesou, pesou.

Animação do poder

No almoço da governadora esta quarta a animação era total. Reeleita e tendo à sua frente prefeitos aos quais ajudou com obras e serviços, Raquel era abraçada e festejada como uma governante que garantiu obras pensadas há muitos anos e continua anunciando mais investimentos. A maioria dos prefeitos está disposta a tentar a reeleição daqui a dois anos e ali estava quem poderia socorrê-los nos momentos de maior necessidade. “Estou muito feliz”- disse ela mas nem precisava. Os prefeitos estavam também. Agora é aguardar.

A atenção de Doriel

Um dos petistas presentes ao almoço, o deputado estadual Doriel Barros, que até pouco tempo era presidente estadual da legenda, disse a este blog que não poderia faltar: “a governadora convidou os deputados e eu não poderia deixar de vir abraçá-la e parabenizá-la pela conquista” adiantou antes de se retirar. Ele, ao lado do também deputado estadual João Paulo do PT, eram presenças esperadas. João Paulo, porém, tirou uns dias de descanso após participar dos primeiros atos da campanha de Lula neste segundo turno. Prometeu voltar na semana quem vem para continuar nas ruas.

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Raquel vai conseguir incorporar quadros do PT e do PL em sua próxima administração?

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