Novo é pressionado a lançar Eduardo Moura para governador mas cláusula de barreira fala mais alto

 

A vinda do governador de Minas Gerais e pré-candidato a presidente Romeu Zema a Pernambuco este domingo – a primeira viagem que ele faz ao estado após se lançar como pré-candidato em agosto do ano passado – levou a militância do Partido Novo a se animar com a possibilidade do vereador do Recife, Eduardo Moura, principal adversário do prefeito João Campos na capital, ser candidato a governador. O próprio vereador lembrou em pronunciamento que começou a pontuar nas pesquisas para o Governo passando de 2% até os 8%  e que não descarta essa possibilidade.
                 
O presidente estadual do partido, Técio Teles, se animou a proclamar que a legenda “tem pré-candidato a presidente e aqui a gente tem vereador pontuando também” . Zema disse em sua fala que está muito satisfeito de ter alguém do Novo em Pernambuco com potencial para disputar. No entorno da legenda, no entanto, a não ser que aconteça algum acidente de percurso, a decisão é mesmo fazer de Eduardo um cabeça de chapa da disputa pela Câmara Federal. Preocupado com a cláusula de barreira, o partido está certo de que garantir uma vaga  na Câmara é significativo tanto  para a direção nacional quanto para a estadual.
                 
Nos meios políticos já se trabalha com a possibilidade de Eduardo ter entre 130 a 150 mil votos ajudando o partido a chegar aos 200 mil votos – o quociente para a Câmara Federal – com a soma de votos dos demais candidatos. Eleito, ele daria ao Novo seu primeiro federal – o partido também tem chapa para eleger pelo menos dois deputados estaduais, incluindo Renato Antunes que vai migrar do PL para a legenda – e ainda conservaria as duas vagas de vereador do Recife conquistadas em 2024. Para isso contemplaria os suplentes. O presidente estadual Técio Teles vai ser candidato a deputado estadual.

Tempo de TV é mais importante
          
Se ouvir um importante líder de sua base, a governadora Raquel Lyra deve lutar para ter o apoio do PT muito mais do que apostar apenas nos dois palanques para Lula no estado. Ele acha que hoje o que a governadora mais precisa é de tempo de TV que o PT tem. Na sua opinião, se isso não for possível ela vai precisar, aí sim, do tempo do PL para ter mais tempo do que o prefeito João Campos. Ele adianta, em off, que as decisões só estão começando a ser tomadas e até agosto pode haver muitas surpresas. Não descarta inclusive a possibilidade do PSD da governadora apoiar Lula ou ficar neutro liberando os governadores, o que já seria favorável ao atual presidente.

PSD começa a se mexer

Num ponto esta fonte do blog pode ter roda razão. Além do governador de Sergipe Fábio Mitidieri, do PSD, ter declarado apoio a Lula esta semana, nesta sexta-feira foi a vez de outra importante liderança do partido no Nordeste: o prefeito de São Luís, no Maranhão, Eduardo Braide também declarou apoio à reeleição do atual presidente. Os dois foram liberados pelo presidente estadual do PSD, Gilberto Kassab, o mesmo que também liberou a governadora Raquel Lyra para seguir a estratégia que for melhor para sua reeleição.

O PT de Pernambuco, como deseja uma banda do partido, vai definir com rapidez sua postura na eleição estadual ou vai deixar para final de março quando tem início a janela partidária?

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