Mesmo com 2º turno só para presidente, PT quer ampliar para 66% votação de Lula em Pernambuco

Com uma tarefa enorme pela frente: a de reduzir a abstenção em Pernambuco no 2º turno quando só haverá eleição para presidente e fica difícil mobilizar deputados e prefeitos para animar e ajudar a população mais pobre a comparecer às urnas, o PT estadual trabalha para garantir ao presidente Lula no dia 25 de outubro, 66 % dos votos válidos do estado ( mesmo percentual que ele teve em 2022 também no segundo turno). O senador Humberto Costa disse a este blog esta quinta-feira que uma força-tarefa está sendo formada para cerrar fileiras em torno dos 60 municípios do estado onde a abstenção foi maior e o percentual de votos do presidente foi inferior ao esperado. Nos demais vai valer a força da mobilização dos petistas e o apelo aos prefeitos.
Em Pernambuco como um todo Lula teve 63,5% dos votos no primeiro turno e Flávio Bolsonaro teve 31,03%. O trabalho do PT agora vai ser maior do que o de 2022 quando Marília e Raquel disputaram o segundo turno e este foi mais um incentivo para o eleitor votar também para presidente. Naquele ano, Lula teve 65,27% dos votos no primeiro turno e Jair Bolsonaro 29,9%. O esforço todo foi para conquistar mais 0,73% e chegar aos 66%. Agora, vão ser necessários 3,55% de votos a mais.
Por questão de estratégia os petistas não revelam os nomes dos municípios onde vão atuar mais fortemente, porém, segundo Humberto, há na relação municípios maiores e médios mas a maioria é de municípios menores onde Lula costuma ter grandes percentuais de votos. Em 2022, por exemplo , o presidente teve no segundo turno 92,30 % dos votos do município de Terra Nova e 92,3% no de Carnaubeira de Penha, ambos no sertão. Na Região Metropolitana a campanha será feita com mobilização de militantes petistas e pelas redes sociais que também chegam ao interior e poderão ser fundamentais neste 2º turno. Nesse aspecto o PT conta com o influencer Jones Manoel, do PSOL, que teve 249 mil votos no primeiro turno e fez toda a sua campanha pela Internet.
Prefeitos dispostos
Como a governadora Raquel Lyra continua neutra na eleição presidencial, resta saber se os prefeitos vão bancar sozinhos a mobilização municipal no dia 25. Ontem, no entanto, dois deles, ouvidos por este blog, informaram que vão manter a mobilização por dois motivos
principais: a população deseja isso pois a grande maioria é lulista e o Governo Bolsonaro não foi bom para os municípios como o de Lula está sendo. Reconhecem que a pandemia limitou muito o trabalho do presidente Bolsonaro na época do seu mandato mas não se viu na região os investimentos garantidos pelas gestões de Lula.
Raquel fala da neutralidade ao Valor Econômico
Em entrevista ao Valor Econômico a governadora Raquel Lyra disse sobre seu posicionamento: “sou a favor da democracia, acima de qualquer questão. Nada daquilo que vá violá-la, violentá-la e que desrespeite as bases construídas com muita luta e com muitas mortes pelo Brasil vai ter o meu apoio…. Os próximos anos precisam ser de pacificação do país. Estou muito feliz no PSD. Não estou me colocando acima da polarização, na verdade eu estou me colocando ao lado da maioria das pessoas que não está filiada a nenhum partido político, que não está na extrema esquerda, nem na extrema direita, e que quer segurança, emprego e casa…. O interesse do nosso povo está acima dos partidos”.
Lu curte declarações de Katia Abreu
A esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin curtiu no Instagram as declarações da ex-senadora Katia Abreu, hoje filiada ao PT, que causaram alvoroço em Brasília esta quarta-feira quando, em reunião da campanha de Lula, ela criticou a postura da primeira-dama Janja da Silva, e acrescentou : “ela está ocupando espaço maior do que o de Alckmin”. Janja vem causando transtornos com declarações consideradas inapropriadas por petistas do alto escalão. A curtida de Lu Alckmin tem um simbolismo importante. Mostra que o vice-presidente é muito discreto mas não deve estar nada satisfeito com as declarações da primeira-dama, como a maioria dos petistas.
Deputado do Agro
A Assembleia Legislativa tem agora um deputado representante do agronegócio, é Wanderson Florêncio, do Podemos, que afirma ter sido eleito com o apoio do segmento no qual atuou durante a administração da governadora Raquel Lyra, da qual recebeu todo apoio para estar presente em todos os segmentos da agropecuária. Até agora a Alepe teve deputados com base na agropecuária mas foram ou voltados apenas para os pequenos produtores como Doriel Barros, do PT, ex-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape) ou para o setor da cana-de-açúcar. Wanderson diz ter conseguido chegar a toda a cadeia produtiva e vai defendê-la e representá-la na casa.

“Quem vai conseguir calar Janja nesse segundo turno se ela diz que tudo que faz tem autorização do seu marido?
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