Kamala Harris com chance de ser a 1.a mulher a conquistar presidência dos EUA

 

Os Estados Unidos estiveram próximos de eleger uma mulher presidente em 2016 quando Hillary Clinton perdeu para Donald Trump, que agora quer voltar ao poder. Naquela eleição o mundo entendeu melhor o processo eleitoral americano em que os estados têm pesos determinado na eleição presidencial. Por isso Hillary, que teve 3 milhões de votos a mais que Trump no cômputo geral, acabou derrotada no processo indireto em que os votos valem mais ou menos dependendo do estado onde são sufragados. Nesse processo indireto Trump teve 56,5% e Hillary 42,2%.

Derrotado por Joe Biden, em 2020, quando tentou a reeleição, Trump é novamente candidato e pode enfrentar outra vez uma mulher: a atual vice-presidente Kamala Harris, lançada ontem na corrida por Joe Biden. Ao comunicar sua desistência da tentativa de reeleição ele indicou Harris como nome preferido para substituí-lo no processo. Como falta quase um mês para a convenção democrata, marcada para 19 de agosto, outros nomes podem vir a ser cogitados mas é dado como provável a escolha de Harris, que já se colocou disposta a encarar Trump na disputa, e vem ganhando apoio de vários outros líderes do Partido Democrata como o ex-presidente Clinton e sua esposa Hillary.

Negra, 59 anos, filha de imigrantes (mãe indiana e pai jamaicano) Harris é promotora, foi a primeira mulher negra a assumir a procuradoria-geral do estado da Califórnia de onde saiu para assumir o mandato de senadora onde destacou-se pelos ásperos questionamentos a dois indicados por Trump na época para a Suprema Corte e a um cargo equivalente ao de ministro da justiça. Virou estrela do Partido Democrata e acabou sendo escolhida vice do presidente Joe Biden, a primeira mulher a ocupar este posto nos Estados Unidos.

Ao saber da possibilidade de enfrentá-la, Trump disse ontem que é mais fácil derrotá-la do que a Biden mas pesquisa feita pela CBS News YouGov, após o atentado contra Trump na semana passada, concluiu que em um confronto direto com Trump, Biden teria 47% dos votos contra 52% de Trump. No mesmo levantamento quando se substituiu Biden por Harris, Trump teria 51% e a vice-presidente 48%, apenas 3 pontos a menos. Ao tomar conhecimento do apoio de Biden a seu nome Kamala mostrou-se pronta para a disputa: “Estou honrada com o endosso do presidente e minha intenção é merecer e conquistar essa indicação”. Ela precisa da chancela oficial do seu partido que deve sair nos próximos dias.

Relógio zerado

A campanha presidencial americana que foi sacudida por vários acontecimentos recentes como o mal desempenho de Joe Biden no debate com Donald Trump, o atentado contra Trump e a saída de Biden da disputa este domingo, deve recomeçar do zero, como concluíram comentaristas nacionais e internacionais ontem, explicando que se o debate e o atentado fizeram Trump virar o assunto do momento em um período pré-eleitoral, o que o favoreceu, agora a bola está com os democratas que, dependendo da condução daqui para a frente, podem virar a chave do processo e, até, vencer a eleição.

Sangue novo

O nome de Harris está sendo encarado como sangue novo na disputa que já estava sendo dada como perdida para Biden. Ela se expressa bem, podendo vir a ganhar de Trump nos debates, e daria um novo ânimo aos delegados de seu partido. Outro fator a seu favor é que, como vice de Biden, ela pode assumir de imediato o controle das doações ao partido, o que não ocorreria com  um nome novo, dificultando ainda mais a administração do tempo que é curto até a eleição.

Raquel quer desajuizamento de execuções fiscais de baixo valor

A governadora Raquel Lyra reúne-se esta segunda-feira com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Paes Barreto, para assinatura de um ato de cooperação entre o Executivo e o Judiciário com o objetivo de  desajuizar as execuções fiscais de baixo valor ( inferiores a R$ 10 mil) e que se encontram pendentes no âmbito do judiciário, trazendo problemas para o estado e para os contribuintes ajuizados.

Será que o pré-candidato a prefeito do Recife, Gilson Machado, vai usar sua sanfona na campanha?

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