João Campos tira 4º prefeito do grupo da governadora Raquel Lyra e aliados afirmam que vem mais gente por aí

 

O prefeito João Campos que, no início do ano ,afirmou em entrevista que, no seu entendimento, os prefeitos têm “zero”de influência na eleição de governador – na época a governadora Raquel Lyra tinha contabilizado a filiação a seu partido, o PSD, de  70 prefeitos – decidiu sair, com gosto de gás, à procura de prefeitos para reforçar sua candidatura. Nos últimos dois meses já tirou quatro dos prefeitos que vinham apoiando Raquel. O último, o  de Pedra, Junior Vaz, declarou sua decisão esta segunda-feira na presença de lideranças políticas e correligionários.

Antes dele, já tinham saído do time de Raquel os prefeitos de Xexéu, Thiago de Miel, a prefeita de Santa Cruz, Eliane Soares e a prefeita de Jupi, Rivandra Freire. “Vem muito mais gente por aí, alguns já tiraram até foto com João” disse esta segunda o presidente estadual do partido Republicanos ao qual está filiado o ministro Sílvio Costa Filho, Samuel Andrade. No PSB e no entorno do prefeito ninguém quer adiantar nomes e nem números de atuais e futuros apoiadores. As adesões são anunciadas em cima da hora, mesmo que aconteçam nas sedes municipais do interior, como ocorreu em Pedra.

Hoje se sabe que João tem o apoio de 24 prefeitos do PSB, seu partido, e mais do prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, do PDT, uma conquista recente,  do prefeito do Cabo, Lula Cabral, do Solidariedade; e  de Petrolina, Simão Durando, do União Brasil. Esses três governam grandes municípios, mas os quatro mais recentes são de pequenas cidades. Jupi tem 15 mil habitantes, Santa Cruz 13.841,  Xexéu 11.611 e Pedra 22.795. “Eles filiaram quatro prefeitos  de cidades pequenas , o PSD filiou de uma vez só em dezembro os prefeitos de Jaboatão, Mano Menezes e o de Camaragibe, Diego Cabral. Jaboatão é o segundo município mais populoso do estado, com 700 mil habitantes e Camaragibe tem mais de 150 mil”- comentou um deputado estadual da base governista.

Quem está maior

Se houver uma guerra por prefeitos entre João Campos e Raquel Lyra daqui para a frente, a governadora parte bem na frente. Além dos 72 prefeitos do seu partido, tem no total o apoio de cerca de 130 prefeitos, segundo assessores da Casa Civil, que cuidam do relacionamento com o interior. Os outros são de partidos aliados como PP, Podemos, e Avante, além petistas, emedebistas,  liberais e do próprio Republicanos. Na Região Metropolitana, por exemplo, ela conta com apoio de 10 dos 14 prefeitos, embora seja a área do estado onde suas intenções de voto são as mais baixas, se comparadas com o percentual do prefeito do Recife, segundo as pesquisas.

A passo de tartaruga

A Assembleia Legislativa deve tocar a passos de tartaruga as votações do período extraordinário convocado pela governadora Raquel Lyra. Esta segunda foi realizada a sessão de instalação dos trabalhos mas não há qualquer previsão de quanto os deputados vão voltar a se reunir. A Comissão de Legislação e Justiça, que inicia a análise das matérias antes de irem para o plenário, não tem encontro marcado para esta semana – ela costuma se reunir às terças-feiras – tudo indica que a primeira reunião, se houver, será na terça , dia 13 de janeiro.

E a guerra pelos prefeitos onde vai parar?

E-mail: redacao@blogdellas.com.br/terezinhanunescosta@gmail.com

Compartilhar